Há pouco mais de três anos, Rejane Medeiros passava por um trabalho de parto difícil. Foram mais de seis horas de contrações até que algum médico chegasse para atendê-la. A demora provocou consequências: devido à falta de oxigenação no cérebro durante o parto, Taynara Medeiros, que de acordo com os exames pré-natal era um bebê dos mais saudáveis, nasceu com paralisia cerebral. A criança teve convulsões nas primeiras horas de vida, e como sequela, o que os médicos chamaram de retardo mental.
Desde então, Rejane e o marido Edinelson Pereira, ambos moradores de Ceilândia, empreendem uma luta diária para o progresso e o bem estar do quadro de saúde da filha. A menina não consegue andar e também não fala, mas escuta tudo muito atenta. “Ela não sabe o que a gente tá falando, mas presta atenção. Ela entende algumas coisas, sabe quem é o pai, a mãe, não costuma estranhar desconhecidos”, conta a mãe da menina, e completa: “A Taynara só não gosta de barulho”.
Embora Rejane fale do sentimento de revolta deixado após o dia do parto, ficam evidentes o amor e os cuidados dedicados à única filha. Durante os três anos de vida da menina, a mãe relata uma busca incessante por qualquer coisa que pudesse contribuir para a melhora de Taynara. Remédios, formas de tratamento – Rejane procurava de tudo na internet e sem sucesso. “Estava ficando louca e desisti de procurar”, afirma.
Mas a desistência durou pouco. Ano passado, Rejane recebeu o email de uma amiga a respeito de uma centro de pesquisas e tratamentos com células tronco – uma esperança para que Taynara pudesse finalmente se movimentar. Mas nem tudo é perfeito, e Rejane não esquece a tristeza ao descobrir que o Hospital Beiki Biotech, lugar que oferece um dos melhores tratamentos para casos de paralisia cerebral, é localizado na China.
A família fez todos os procedimentos para tentar dar entrada no tratamento da filha no hospital. Com a notícia de que a paciente havia sido aceita, veio o amargo valor: U$ 26,3 mil para seis aplicações de células tronco de cordão umbilical. Rejane e Edinelson calculam que a quantia, somada às despesas com passagens aéreas para três pessoas, alimentação e transporte, resulta em cerca de R$ 70 mil. A hospedagem, dentro do próprio hospital, é item já incluído no preço do tratamento.
Como ajudar
Para contribuir com o tratamento de Taynara na China, basta doar qualquer quantia para
as contas:
Banco do Brasil
Agência 2883-5
Poupança 16736-3
Variação 01, ou:
Bradesco
Agência 606-8
Poupança 1013738-1
Leia mais na edição desta sexta-feira (26), no Jornal de Brasília.