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Brasília

Pais tentam recursos para tratamento de paralisia cerebral na China

Arquivo Geral

26/03/2010 8h28

  
Há pouco mais de três anos, Rejane Medeiros passava por um trabalho de parto difícil. Foram mais de seis horas de contrações até que algum médico chegasse para atendê-la. A demora provocou consequências: devido à falta de oxigenação no cérebro durante o parto, Taynara Medeiros, que de acordo com os exames pré-natal era um bebê dos mais saudáveis, nasceu com paralisia cerebral. A criança teve convulsões nas primeiras horas de vida, e como sequela, o que os médicos chamaram de retardo mental.

Desde então, Rejane e o marido Edinelson Pereira, ambos moradores de Ceilândia, empreendem uma luta diária para o progresso e o bem estar do quadro de saúde da filha. A menina não consegue andar e também não fala, mas escuta tudo muito atenta. “Ela não sabe o que a gente tá falando, mas presta atenção. Ela entende algumas coisas, sabe quem é o pai, a mãe, não costuma estranhar desconhecidos”, conta a mãe da menina, e completa: “A Taynara só não gosta de barulho”.

Embora Rejane fale do sentimento de revolta deixado após o dia do parto, ficam evidentes o amor e os cuidados dedicados à única filha. Durante os três anos de vida da menina, a mãe relata uma busca incessante por qualquer coisa que pudesse contribuir para a melhora de Taynara. Remédios, formas de tratamento – Rejane procurava de tudo na internet e sem sucesso. “Estava ficando louca e desisti de procurar”, afirma.

Mas a desistência durou pouco. Ano passado, Rejane recebeu o email de uma amiga a respeito de uma centro de pesquisas e tratamentos com células tronco – uma esperança para que Taynara pudesse finalmente se movimentar. Mas nem tudo é perfeito, e Rejane não esquece a tristeza ao descobrir que o Hospital Beiki Biotech, lugar que oferece um dos melhores tratamentos para casos de paralisia cerebral, é localizado na China.

A família fez todos os procedimentos para tentar dar entrada no tratamento da filha no hospital. Com a notícia de que a paciente havia sido aceita, veio o amargo valor: U$ 26,3 mil para seis aplicações de células tronco de cordão umbilical. Rejane e Edinelson calculam que a quantia, somada às despesas com passagens aéreas para três pessoas, alimentação e transporte, resulta em cerca de R$ 70 mil. A hospedagem, dentro do próprio hospital, é item já incluído no preço do tratamento.

Como ajudar

Para contribuir com o tratamento de Taynara na China, basta doar qualquer quantia para
as contas:

Banco do Brasil
Agência 2883-5
Poupança 16736-3
Variação 01, ou:
Bradesco
Agência 606-8
Poupança 1013738-1

Leia mais na edição desta sexta-feira (26), no Jornal de Brasília.

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