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Brasília

Pacientes esquecidos e abandonados nos hospitais do DF

Arquivo Geral

15/08/2010 9h28

 

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldenrasilia.combr

 

 

 

Esquecimento e abandono. Independentemente da opção, essa é a situação de  muitos pacientes internados em hospitais da Rede Pública de Saúde do  Distrito Federal. Alguns são forasteiros que buscam no Distrito  Federal um tratamento, outros têm idade avançada, problemas de memória  e por aí vai. O fato é que essas pessoas – entre duas e cinco por mês – não são visitadas ou  resgatadas pelos familiares. Há inclusive casos de alcoólatras,  moradores de rua que, apesar dos esforços da área de Serviço Social  das unidades, não têm qualquer parente localizado.

 

 

Especialistas e profissionais da área apontam que grande parte dos  casos diz respeito a pessoas que, antes mesmo de chegar ao hospital,  já não tinham vínculo familiar ou, há muito, tinham perdido o contato  com os parentes. Há situações em que a família é localizada,  entretanto, acaba não indo buscar o paciente. Essas ocorrências têm forte relação com as condições financeiras dessas pessoas, uma vez que  elas veem no Sistema a salvação para as despesas com um doente.

 

 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF),  atualmente, o sistema possui em registro apenas duas pessoas em  situação de abandono nos hospitais da região. Um deles é José Senadias  de Lima, 53 anos, hoje desempregado. Antes de ir parar no Hospital  Regional do Guará (HRGu), ele passou pelo Hospital de Base do Distrito  Federal (HBDF). Vítima de atropelamento, José acabou paraplégico. “Foi num dia em que eu embebedei no Cruzeiro. Não sei se foi um bandido ou  um carro que me acertou”, relata. “Agora estou aqui, mas quero ficar  bom. Não casei, não tive filhos, e vim para Brasília em 84. Aqui,  trabalhei de servente de obras e jardineiro, mas vivia por aí bebendo”,  completa.

 

 

 

Leia mais na edição deste domingo (15) do Jornal de Brasília.

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