Aos que procuram o Centro de Saúde 4 de Taguatinga, a afirmativa é uma só: “Estamos sem sistema”. A situação se arrasta desde a última quinta-feira, impedindo procedimentos simples, como marcação de consultas e exames. Por suposta falta de pagamento, sem linhas telefônicas e acesso à internet, o posto está quase vazio, uma vez que os que chegam se deparam com a situação e retornam para casa sem previsão de atendimento. O governo nega o corte dos serviços, mas admite a falha no sistema, que ocorre em várias unidades. A denúncia foi enviada ao JBr. por leitores, via Whatsapp.
Lorena Carvalho, 46, supervisora de vendas, queria marcar uma consulta com um clínico-geral, mas não conseguiu: “É um absurdo. Estou há quase uma semana tentando. A vontade é de desistir, porque não dá para ficar aqui esperando o sistema voltar. A gente trabalha e tem outras obrigações”, desabafa.
Reclamações
A dona de casa Jesuína Rosa de Souza, 44, saiu do posto irritada e reclamou: “Está cada vez pior. Éramos mal atendidos, mas agora nem atendidos somos. Aqui está vazio e não é por eficácia de atendimento, mas por falta dele”.
A aposentada Darvina Aparecida de Moura, 54, é diabética e necessita de exames e acompanhamento periódicos. “Precisava fazer exame de sangue e urina. Mandaram voltar depois para ver se o sistema retornou. Ainda faço uso de dois remédios, mas aqui só encontrei um”, conta.
Os problemas não param por aí. Os próprios funcionários dizem que precisam de uma atenção maior. Um deles revela: “Ficamos com os pés e as mãos atados. Telefone e internet estão suspensos. Não sabemos se o corte de gastos está relacionado com a situação, mas é o que parece. Fico com dó dos pacientes, porque faltam profissionais, faltam medicamentos. Falta muita coisa”.
Faltam medicamentos