Os lojistas do Distrito Federal demonstram um otimismo moderado em relação ao desempenho das vendas no mês de outubro. Pelo menos é o que revela o Índice de Confiança do Varejo (ICV-DF), lançado ontem pelo Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista). O objetivo da pesquisa, inédita no DF, é fazer uma avaliação mensal da confiança dos empresários, considerando as percepções em relação às empresas e à economia local.
O estudo permitirá também traçar o comportamento das vendas de segmentos importantes do varejo, como eletrodomésticos, eletroeletrônicos, artigos esportivos, vestuário e informática, entre outros.
Setores
O primeiro levantamento do Sindivarejista apresentou um resultado de 59 pontos. Abaixo de 50 pontos, o índice indica que o varejo está pessimista em relação ao futuro. Segundo o ICV-DF, os setores mais confiantes são os de artigos esportivos e recreativos, com 70,31 pontos. Já o menos otimistas são os de joalheria e relógios, com 53,06 pontos.
O estudo ouviu 352 lojas entre os dias 2 e 13 de setembro, cerca de 1,5% do total do varejo. O presidente do Sindivarejista, Antonio Augusto de Moraes, explica que a pesquisa será de grande validade para o comércio.
“Ela será uma importante ferramenta para auxiliar a formulação de estratégia de empresas de varejo”, afirma o empresário.
No DF, são 30 mil lojas de rua e de shoppings onde trabalham mais de 100 mil empregados. Alexandre Ayres, diretor da Neocom Informação Aplicada, empresa responsável pelo levantamento, diz que dois motivos justificaram a criação do índice, que já existe a nível nacional.
“Primeiro, precisávamos ter uma análise mais adequada do segmento. Afinal, os demais índices que já tínhamos não contemplavam apenas o varejo. Outro ponto é demonstrar a expectativa de venda para o próximo mês e, assim, orientar os segmentos, além de revelar as intenções de investimento do lojista”, afirma.
De acordo com o Sindivarejista, o segmento de artigos esportivos foi alavancado devido aos eventos que têm acontecido no Estádio Nacional de Brasília. “Percebe-se um aumento na cultura de compras de artigos esportivos relacionados aos eventos. Neste ano, tivemos a Copa das Confederações, além dos Jogos do Campeonato Brasileiro. Isto contribui e muito para as vendas deste setor. E a tendência de otimismo prossegue porque ainda temos a Copa do Mundo e as Olímpiadas em 2016”, lembra Antonio Augusto de Moraes.