Isabel Paz
Parlamentares da oposição foram ontem ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) solicitar ao procurador-geral, Leonardo Bandarra, que o órgão instaure um processo para investigar as supostas escutas ilegais ocorridas no Poder Legislativo. Na ocasião, os distritais pediram ainda o acompanhamento dos procuradores na varredura que poderá ocorrer hoje na Câmara Legislativa.
Embora a oposição tenha ido ao MPDFT para solicitar apoio, a preocupação das escutas ilegais já tinha chegado ao órgão. Com o intuito de averiguar se existe consistência nas denúncias feitas pela Polícia Civil do DF, de que haveria supostas escutas ilegais na Câmara, logo após as denúncias, os procuradores instalaram procedimentos internos para esclarecer os fatos.
Foi determinado ao Centro de Inteligência e ao Núcleo de Combate às Organizações Criminosas do MPDFT que identifique os infratores para que eles possam ser responsabilizados. “Vamos ter cautela nas investigações, mas certamente esses fatos estão ligados aos da Operação Caixa de Pandora”, disse Bandarra. Segundo ele, há um empenho do órgão para concluir as investigações e fazer com que a lei seja cumprida.
Além de “tutelar” os procedimentos adotados no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o MPDFT tem uma apuração própria, uma investigação independente, que é desenvolvida paralelamente. “Com uma visão macro de todos os fatos relacionados à Caixa de Pandora”, Bandarra afirma que os procuradores acompanham todas as movimentações no Judiciário. E, segundo ele, os procuradores irão participar também da varredura à procura de possíveis instalações ilegais na Câmara. Os distritais saíram do encontro confiantes e satisfeitos com a colaboração do MPDFT. “Vamos desvendar o crime e apontar os responsáveis”, disse o líder do PT, deputado Paulo Tadeu.