Uma nova técnica de construção civil utilizada na estrutura de uma obra ilegal surpreendeu a equipe de fiscalização do Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, do GDF, durante operação realizada nesta segunda-feira (23). A obra foi erguida com placas de isopor no Assentamento 26 de Setembro, em Taguatinga.
“Durante uma fiscalização na sexta-feira passada, os agentes detectaram a construção feita com isopor e revestida com cimento. Foi a primeira vez que retiramos uma obra com esse material, que além de ser uma novidade, tem baixo custo e torna o processo de acabamento da obra mais rápido”, revela o secretário da Ordem Pública e Social, José Grijalma Farias.
A construção permanecia na Chácara 13, local onde técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB) desligaram um ponto clandestino de energia. Próximo dali, a equipe de fiscalização removeu seis construções em madeira e desativaram seis pontos de energia na Chácara 13 A. Mais uma edificação, um ponto de energia e uma cisterna acabaram desconstituídos, desta vez, na Chácara 11.
ÁREA ALVO DE GRILAGEM – O Assentamento 26 de Setembro está dentro de área da União e surgiu na data que o batizou, em 1996, para assentar 134 famílias que ocupavam outros acampamentos de sem-terra. Ocorre que nos últimos anos os lotes cedidos para assentamentos foram parcelados em tamanhos menores e com características urbanas.
A fiscalização do GDF trabalha atualmente para impedir o surgimento de novas construções e pela identificação dos responsáveis pela venda de parcelamentos ilegais na área, principalmente porque o terreno está próximo à Floresta Nacional de Brasília. Não há previsão de regularização da área.
Este ano, de janeiro ao início de dezembro, o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo realizou 63 operações com a remoção de 194 obras, entre casas e fundações, no Assentamento 26 de Setembro.
CEILÂNDIA – Após a operação no Assentamento, a equipe deslocou-se ao Condomínio Privê, inserido no Setor Habitacional Sol Nascente. Um terreno de mil metros quadrados demarcados com estacas de madeira acabou descaracterizado junto com uma edificação de pré-moldado.
Participaram das ações 32 servidores da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da CEB, coordenados pela Seops e pela Agência de Fiscalização (Agefis).