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Brasília

Operação mira grupo suspeito de desviar R$ 5,5 milhões via PIX e ocultar dinheiro em criptomoedas

PCDF cumpriu mandados em quatro cidades e investiga organização especializada em ataques a sistemas financeiros e lavagem de dinheiro

João Victor Rodrigues

25/06/2026 8h16

Foto: PCDF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (25), a Operação Rastro para desarticular uma organização criminosa especializada em crimes cibernéticos contra instituições financeiras. As investigações apontam que o grupo explorava falhas em sistemas bancários para realizar transferências fraudulentas e, posteriormente, ocultava os valores por meio da conversão em criptomoedas. O prejuízo estimado supera R$ 5,5 milhões.

De acordo com a Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), o esquema foi executado em dezembro de 2025 após a identificação de uma vulnerabilidade em um microsserviço ligado ao sistema PIX de uma cooperativa de crédito. A partir dessa falha, os investigados realizaram 425 transferências eletrônicas em sequência, utilizando a técnica conhecida como “smurfing”, que consiste no fracionamento dos valores para dificultar a identificação das operações ilícitas.

Durante a operação, policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em Brasília, Guariba (SP), Planaltina de Goiás (GO) e Valparaíso (GO). As equipes recolheram computadores, celulares, dispositivos de armazenamento, carteiras de criptoativos e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações. A Justiça também autorizou o bloqueio de recursos financeiros e de ativos virtuais até o limite correspondente ao prejuízo apurado.

Segundo a PCDF, a organização era dividida em núcleos responsáveis pelas atividades técnicas, pelo recrutamento de participantes, pela movimentação financeira e pelo recebimento dos valores desviados. Os investigados poderão responder por furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa, crimes que, somados, podem resultar em penas de até 26 anos de prisão. As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e ampliar a recuperação dos recursos desviados.

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