
Doze pessoas foram presas e dois menores apreendidos na segunda fase da Operação 360º, realizada no Núcleo Bandeirante pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo o delegado responsável pelo caso, Victor Dan, as prisões aconteceram no decorrer de 28 dias. Todos os detidos são suspeitos de ter praticado crimes como tráfico de drogas, roubo, furto, homicídio, latrocínio e estelionato. O objetivo da operação é diminuir a criminalidade nas regiões do Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Park Way.
Durante a operação, foram apreendidos celulares e drogas como crack, cocaína, maconha e haxixe. A primeira fase da operação aconteceu entre agosto e setembro deste ano, onde outras 25 pessoas foram presas. Um dos detidos é suspeito de cometer, ao menos, dez homicídios no Distrito Federal e em Goiás. “A prisão demorou, pois os criminosos utilizam menores de idade para praticar o tráfico. Essa situação prejudicou um pouco as investigações. Mas, agora na segunda fase, nós conseguimos”, comemorou o delegado.
Presos
O último suspeito a ser preso, na segunda fase da operação, foi detido na noite dessa terça (27), em Águas Claras, por volta das 22h. Paulo Robson Vasconcelos Pereira, 29 anos, tem sete passagens pela polícia por roubo e tráfico de drogas. “Ele roubava sempre à mão armada, na companhia de um parceiro, e levavam os veículos para outros estados, principalmente para o Goiás”, informou Dan. O suspeito estava foragido desde 2014, quando cumpria pena em regime semiaberto. Agora, se condenado, poderá pegar até 70 anos de reclusão.
Além de Paulo Robson, Luana Aparecida Queiroz, 33 anos, e Daiana Teixeira de Sousa, 28 anos, foram presas após 5 anos de investigação. Nenhuma das duas tinham passagem pela polícia. Elas estavam sendo investigadas desde 2010, por tráfico de drogas. Segundo Victor Dan, a dupla gerenciava a ação executada pelas crianças na venda das drogas e deverá responder por corrupção de menores. Com elas, foram apreendidas duas balanças de precisão, dinheiro e cocaína.
Ainda de acordo com o delegado, os menores recebiam dinheiro para atuar. A pena para utilização de crianças no tráfico de drogas é de 5 a 15 anos de reclusão. Já para a corrupção de menores varia entre 2 e 4 anos. Victor Dan informou que a operação continuará, pelo menos, até dezembro.