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Brasília

Operação desmonta mineradora clandestina de criptomoedas com energia furtada no DF

Esquema em São Sebastião causou prejuízo estimado em R$ 1 milhão em apenas um mês

João Victor Rodrigues

10/04/2026 7h06

Foto: PCDF

Uma ação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), em parceria com a Neoenergia, desativou mais uma mineradora clandestina de criptomoedas que operava com furto de energia elétrica na região de São Sebastião. A operação foi realizada na quinta-feira (9), no Capão Cumprido, como parte da quarta fase da Operação CriptoGato.

De acordo com a distribuidora, o esquema desviava energia suficiente para abastecer cerca de 262 residências em apenas um mês, gerando um prejuízo estimado em R$ 1 milhão. No local, os policiais encontraram a estrutura em pleno funcionamento, com elevado consumo elétrico e impacto direto na rede da região.

Durante a ação, foram apreendidos 20 equipamentos de mineração, dois transformadores de 75 kVA e 20 exaustores utilizados para manter o funcionamento contínuo das máquinas. Os responsáveis pelo imóvel não foram localizados, e a PCDF instaurou inquérito para identificar os envolvidos.

Desde janeiro, a Operação CriptoGato já desarticulou nove mineradoras ilegais na mesma região. Ao todo, foram apreendidas 654 máquinas e contabilizado um prejuízo superior a R$ 7,9 milhões decorrente do desvio de energia.

Segundo a Neoenergia, o volume total de eletricidade furtada ao longo das operações seria suficiente para abastecer mais de 47 mil residências por mês — equivalente ao consumo de toda a região administrativa do Recanto das Emas em um período de 30 dias.

As investigações continuam para responsabilizar os envolvidos e coibir a atuação de redes clandestinas que impactam o sistema elétrico e geram riscos à população.

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