Após quatro meses de investigação, a Polícia Federal deflagrou operação para combater desvios de recursos da folha de pagamento do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e Meio Ambiente (ICMBio). Foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, três de prisão temporária, e o bloqueio judicial de nove contas correntes de sete pessoas ligadas aos investigados. Aproximadamente R$ 1,84 milhões teriam sido desviados.
Quem solicitou as investigações foi o próprio ICMBio, por meio do Serviço de Contabilidade do órgão. Segundo a PF, o instituto colaborou com o trabalho de inteligência policial durante todo o período investigativo.
Um trabalho inicial de controle interno do Instituto Chico Mendes havia identificado uma funcionária terceirizada responsável pela folha de pagamento da instituição que desde 2010 estaria inserindo falsos beneficiários de Ordens Bancárias.
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Em média, eram repassados cerca de R$ 150 mil por mês para contas de familiares da funcionária, que imediatamente sacavam os valores e investiam em construções, imóveis e pagamento de despesas. Segundo a polícia, tudo era feito para dificultar o rastreamento dos valores e evitar a recuperação do dinheiro desviado.
A PF investiga se todos que receberam pagamentos tinham ciência do crime ou se faziam parte do esquema de ocultação.