Ícaro Andrade
icaro.andrade@jornaldebrasilia.com.br
Após nove meses sob investigação, a Policia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou no início da manhã desta quinta-feira (09), uma operação policial inédita em Brasília. O objetivo é desarticular uma associação criminosa e prender donos de empresas e empregados responsáveis por adulterar hodômetros de veículos expostos à venda. Os carros são vendido por um preço abaixo do mercado.
Batizada de Operação Regresso, a iniciativa da PCDF contou com a participação de 107 policias civis, que cumprem desde as primeiras horas do dia, 90 mandados judiciais, sendo 83 de busca e apreensão para veículos adulterados, domicílios e escritórios dos envolvidos. Ao menos sete pessoas já haviam sido presas pela manhã.
O delegado responsável pela caso, Vítor Dan de Alencar da 23ª Delegacia de Policia de Ceilândia Sul, disse que o comércio clandestino de adulteração de hodômetros veiculares é antigo na capital. “Esse comércio negro acontece há pelo menos 20 anos. Sendo que dos 1,9 milhão de carros que transitam no DF, à estimativa é que 200 mil estão adulterados” conta.
O delegado disse também que “muitos adulteradores pensam que não estão realizando um crime, mesmo sabendo que estão enganando o cliente”.
Um homem que não não quis se identificar, disse que comprou em fevereiro deste ano, um Honda Fit, em um site de compra e venda na internet. Ele chegou a pagar R$32,5 mil, sem imaginar que estava sendo mais uma das vítimas que compraram veículos adulterados.
“Compramos o carro porque ele estava na média do preço que podíamos pagar. Não me atentei a questão de quilometragem, mas vi que estava com 88mil km rodado. O que mais nos chamou atenção foi o perfeito estado de conservação do veículo” explica.
As buscas se realizam em todo o Distrito Federal, principalmente nas regiões administrativas de Ceilândia e Taguatinga, além do Plano Piloto. Cerca de 75 veículos já foram identificados e 30 foram apreendidos. Quarenta e cinco pessoas foram indiciadas em inquérito policial por associação criminosa, estelionato e crime contra as relações de consumo, além das prisões em flagrantes realizadas no primeiro dia da Operação
- PCDF/Divulgação
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