Menu
Brasília

Operação Armadilha desarticula quadrilha de jogo do bicho

Arquivo Geral

26/12/2013 8h58

A Polícia Civil realiza desde o início da manhã desta quinta-feira (26), uma operação para desarticular uma organização criminosa que envolve o jogo do bicho e lavagem de dinheiro em Brasília. A operação Armadilha é uma ação da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco) e cumpre 27 mandados de busca e apreensões. Seis pessoas já foram presas em flagrante, entre eles, um policial.

De acordo com as investigações, a quadrilha era formada por duas organizações. Uma delas era comandada por João Carlos dos Santos. Ele atuava nas regiões de Ceilândia, Paranoá, Sobradinho e Planaltina. Helio Cesar Alfinito, vulgo Helinho, era responsável pela segunda organização que agia nas regiões do Núcleo Bandeirante, Riacho fundo, São Sebastião e Cruzeiro. Entre os envolvidos no esquema, estão um policial civil e um militar, ambos já aposentados. 

Ambos os grupos atuavam de forma organizada e com hierarquia definida e chegavam a movimentar cerca de R$ 3 milhões por mês com a jogatina ilegal.  Os escritórios onde funcionava a contabilidade da organização estão localizados em áreas nobres da capital, entre elas, Lago Sul, asas Norte e Sul. Dos 27 dos mandados de busca e apreensão, 26 são do Distrito Federal e um do estado de Goiás.

De acordo com o delegado-chefe adjunto, Luis Fernando Cocito de Araújo, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Deco), a ação é considerada uma das maiores já realizadas no Distrito Federal. “Durante 15 anos eles pintaram e bordaram no Distrito Federal, mas a festa acabou.  Essa foi a maior apreensão de valores em espécie que a Polícia Civil ja fez” , declara Cocito.

Como forma de encobrir a atividade, os líderes chegavam a comprar imóveis e móveis em nome de laranjas e mantinham duas empresas de fachada. Uma delas, a imobiliária Vila Isabel, localizada no Lago Sul e uma empresa de bobinas, chamada Bobinas.com.

Na ação, foram apreendidos dinheiro em espécie, joias, computadores, contas e veículos que que já tiveram bloqueio judicial. Além de dois cofres fechados e cerca de R$ 2,75 milhões que estavam na casa dos suspostos integrantes do grupo.

Os suspeitos serão julgados pela nova Lei 12.850 e irão responder por formação de organização criminosa. Caso condenados, eles podem pegar de três a dez anos de prisão. 

 

* Com informações de Ludmila Rocha

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado