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Brasília

Operação apreende 8 mil cosméticos em situação irregular

Arquivo Geral

20/01/2016 19h55

Atualizada 10/06/2016 19h05

Uma pessoa foi presa por contrabando e descaminho, nessa terça (19), durante a Operação Medusa, realizada pela Delegacia de Combate aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DCPIm). A ação ocorreu nas 11 lojas de uma rede de cosméticos que atuava no DF, e apreendeu cerca de oito mil produtos, avaliados em R$ 400 mil. As mercadorias não tinham rótulos em português, informações sobre a composição, prazo de validade e nem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a delegada-chefe da DCPIm, Mônica Ferreira, as investigações começaram depois que a polícia recebeu uma denúncia anônima de que uma rede de cosméticos estava comercializando três produtos com os preços abaixo do mercado. “Um dos produtos, um shampoo, tinha suspeita de falsificação. Outro, não tinha autorização da Anvisa para ser comercializado no Brasil. Tiramos das prateleiras todos os cosméticos que estavam em desacordo com as normas vigentes previstas na Vigilância Sanitária”, explica a delegada.

Ainda segundo a delegada, quase todos os produtos entraram clandestinamente no País. “Por esse motivo, como não pagavam os impostos pelos produtos, eles eram vendidos mais baratos que o preço de mercado. O Estado deixou de arrecadar R$ 120 mil”, aponta Mônica.

Ricardo Rodrigues de Carvalho, de 39 anos, membro da família que administra a rede de cosméticos, foi preso no depósito da loja, localizada na 415 Sul. Ele era o responsável por comprar os produtos e deve responder por contrabando, podendo pegar de 2 a 5 anos de prisão, e por descaminho, de 2 a 4 anos. 

Raphael Araújo
raphael.araujo@jornaldebrasilia.com.br

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