Amanda Karolyne
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A Ong Rodas da Paz participa nesta sexta-feira (27) da Bicicletada Nacional em homenagem à Raul Aragão, voluntário do projeto Bike Anjo e parte da coordenação da Rodas da Paz morto ao ser atropelado na via L2 Norte, em Brasília no último sábado. A organização espera cerca de mil pessoas.
A bicicletada acontece também nas cidades de Aracaju, Balneário Camboriu, Blumenau, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Vila Velha, Volta Redonda e ainda em Cayenne na Guiana Francesa.
O ponto de encontro marcado para a bicicletada é o Museu Nacional. De acordo com Bruno Leite, coordenador da Bicicletada, a ação ocorre todos os meses. “Todo mês é realizada a bicicletada de forma espontânea em varias cidades”.
O protesto tem como objetivo dar visibilidade a mobilidade urbana e paz no trânsito, mas especificamente, neste mês homenageia o colega morto em um acidente. A Ong faz um apelo aos motoristas para que diminuam a velocidade das vias do DF. “Principalmente a via em que Raul morreu, para que caia de 60 km para 50 Km”, pede. E complementa: “A velocidade menor da tempo do motorista ter mais atenção num acidente”, diz.
Bruno explica que a pauta para que se diminua a velocidade precisa da ajuda de todos e ressalta a morte de outro ciclista, em Sobradinho, nesta semana. Ele afirma ainda que não há um convívio adequado entre carros e bicicletas. “No Brasil o número de ciclistas aumenta copiosamente, assim como a falta respeito a quem não usa carros”, aponta.
- Foto: John Stan
- Foto: John Stan
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- Foto: John Stan
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- Foto: John Stan
Homenagem ao ciclista

Mãe de Raul, Renata Aragão. Foto: John Stan
Entre o Museu e a Biblioteca Nacional, uma pintura feita no chão homenageia Raul. Kátia García, 52 anos, amiga do ciclista e participante da bicicletada conta que o jovem tinha o hábito de sair como guia das crianças no passeio rodinhas da paz, e ensinava pessoas de todas as idades a andar de bicicleta. “Era uma pessoa alegre e comprometida que se doava muito”, destaca.
Sob o grito “Raul Vive”, os ciclistas e a família do jovem de 23 anos se mobilizaram. A mãe, Renata Aragão, afirma que apesar da perda se sente muito forte. Ela lembra que o filho era inteligente, hiperativo e muito bom.
“Sou perdidamente apaixonada por ele”, afirma emocionada.
A organização pretende colocar a bicicleta de Raul, batizada de “Dory” no local do acidente. Uma muda também deverá ser plantada para homenagear o estudante. r uma árvore também.
“Ele vai participar com a gente na bicicletada porque estou com partes da cinzas dele aqui”, disse Renata Aragão.
- Foto: John Stan
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