Menu
Brasília

ONG faz apelo após operação policial em canil do DF: “Não compre, adote”

Arquivo Geral

02/08/2018 18h54

Divulgação/PMDF

Raphaella Sconetto
raphaella.sconetto@grupojbr.com

“Amigo não se compra”. O desabafo é de Valéria Sokal, diretora da organização não-governamental ProAnima, após a operação que resgatou animais em um canil clandestino em Vicente Pires, nesta quinta-feira (2). A ativista recomenda que, quem tiver interesse em ter um animal de estimação em casa, procure primeiro em ONGs e até nas redes sociais aqueles que estão para adoção. “Há tantos animais que precisam de lar. Não só os de raça têm valor, os vira-latas também têm e eles podem ser um amigo para toda vida”, destaca.

Valéria critica criadores que se aventuram no ramo para aumentar a renda. “As pessoas vão pelo valor mais barato. Às vezes esses criadores não têm o conhecimento necessário de como fazer o cruzamento, de quais vacinas têm de dar, quando dar. Eles não estão interessados no bem-estar do animal e os enxergam como produto”, ressalta.

Caso alguém queira comprar uma raça específica, a diretora da ProAnima indica ir até o canil conhecer a rotina e os cuidados dos animais que nascem no local. “A pessoa nunca deve comprar em pet shops, feiras. Sempre deve ir até o canil para ver a qualidade, saber quais foram as vacinas dadas e se tem um veterinário responsável”, recomenda.

“Se derem o CRMV (registro no Conselho Regional de Medicina Veterinária), verifique se o veterinário realmente existe, peça telefone, converse para ver como esse animal nasceu, o que foi feito e examinado. Todo esse cuidado é justamente para levar um animal saudável para casa e não incentivar o comércio cruel”, finaliza.

Divulgação/PMDF

Quase cem bichos resgatados

Os animais resgatados pela Polícia Civil do DF, na tarde desta quinta-feira (2), em um canil clandestino na Colônia Agrícola Samambaia, eram comercializados nas redes sociais. A Delegacia Especial do Meio Ambiente (Dema) esteve no local após denúncia anônima e encontrou 80 cachorros e 12 gatos em situação de maus-tratos.

Segundo o delegado que cuida do caso, Marcos Paulo, a responsável pelo canil disse ser aposentada e usava a venda dos animais para complementar a renda. Cachorros de diversas raças foram encontrados no local. Um Bulldog Francês, por exemplo, era comercializado por cerca de R$ 4 mil. “Ela utilizava redes sociais como Instagram, Facebook e WhatsApp para anunciar os bichos. Os compradores faziam as retiradas diretamente no canil”, revelou Marcos Paulo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado