Pelo segundo dia consecutivo, o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo atuou no Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia. Neste sábado (24) sete edificações em alvenaria e uma fundação foram removidas. A área é pública e passa por processo de regularização. Por isso, obras estão proibidas no setor até a conclusão do processo.
Em uma única rua da Chácara 113 foram retirados a fundação para casa, cinco construções com tamanhos de 80 metros quadrados e um muro de 10 metros lineares. A máquina utilizada na operação despejou o entulho resultante das remoções para o entupimento de quatro fossas clandestinas encontradas no local. Em uma das construções uma ligação de energia irregular foi desativada por técnicos da Companhia Energética de Brasília (CEB).
Próximo dali, desta vez da Chácara 117 foram mais duas construções, uma fossa e um muro de 10 m2. Uma ligação de luz também foi desligada. Segundo os agentes, a Chácara 117 é alvo constante de operações do governo contra ocupações irregulares em áreas públicas.
Dois dias seguidos de operação
O Sol Nascente recebeu o Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo em menos de 24h da última operação no local. Nesta sexta-feira (23) os órgãos de fiscalização retiraram duas edificações do Condomónio Pinheiros. Uma das construções era feita em alvenaria, com 120 metros quadrados de área construída. A outra edificação era feita em madeira e media nove metros quadrados.
Levantamento aponta que de janeiro a outubro deste ano os órgãos do GDF fiscalizaram Ceilândia pelo menos 104 vezes. A cidade é a segunda em número de operações. Fica atrás somente de Águas Claras, onde o GDF atuou 111 nos dez primeiros meses de 2012.