A partir desta segunda-feira (18), a população do Distrito Federal poderá participar das oficinas de propostas para o Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) e para o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS). Os encontros acontecerão em todas as 35 regiões administrativas, sempre no período noturno, das 19h às 21h, com o objetivo de discutir soluções de curto, médio e longo prazos para a mobilidade.
A etapa de debates sucede a fase de diagnóstico e levantamento de informações, realizada entre março e abril deste ano. Agora, a proposta é submeter à avaliação popular as soluções construídas a partir de pesquisas de campo e da participação comunitária.
Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, o processo reforça a importância da escuta ativa: “A participação popular é o pilar fundamental para construirmos um sistema de transporte que realmente atenda às necessidades de cada cidadão do Distrito Federal. É participando das oficinas que as vozes da comunidade se tornam parte integrante desse projeto, garantindo que as soluções propostas reflitam a realidade e os anseios de todos”, afirmou.
As oficinas terão uma estrutura voltada à interação. A programação prevê uma apresentação inicial do projeto, seguida da exposição das propostas. Na etapa de discussão, cada participante poderá apresentar sugestões, tanto por meio de manifestações orais — mediante inscrição prévia com a equipe de apoio — quanto por escrito, em cartões de contribuição fornecidos durante o evento.
Entre os temas em debate estão o conceito de ruas completas, que busca equilibrar o uso dos espaços entre pedestres, ciclistas e transporte coletivo, além da expansão da rede cicloviária, com propostas de ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas. Outros pontos de destaque incluem a criação de zonas 30, voltadas à segurança viária e à convivência nos centros urbanos, e a ampliação da integração entre diferentes modais de transporte.
As oficinas são presenciais e abertas a todos. Para participar, basta assinar a lista de presença, não sendo necessário morar na região onde a atividade ocorre.
Com informações da Secretaria de Transporte e Mobilidade