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Brasília

O maior evento de Perícia Criminal chega ao fim

Arquivo Geral

21/09/2013 7h00

Brasília recebeu pela terceira vez o XXII Congresso Nacional de Criminalística. Durante seis dias, cerca de 750 pessoas passaram pelo Centro de Convenções Ulysses Guimarães – o local foi o palco de apresentação de novas tecnologias e de promoção do diálogo entre especialistas de várias partes do país e do mundo.

 

O fim do principal evento de Perícia Criminal também marcou o término das gestões de Gustavo Dalton, na Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC) e Iremar Paulino, na Associação Brasileira de Criminalística (ABC). Durante o discurso na cerimônia de encerramento, eles agradeceram o esforço de toda a organização e receberam a nova diretoria. 

 

A partir de agora, tanto a ABC como a ABPC terão um único presidente, Bruno Telles, que era secretário na gestão anterior de Iremar Paulino. Após ser apresentado como o novo presidente, Telles apontou o grande desafio do ciclo que se inicia após congresso: fortalecer a Frente Parlamentar da Perícia na Constituição lançada na Câmara dos Deputados na última terça (17). Esse movimento surgiu pela “autonomia dos órgãos periciais, que pode ser orçamentária, administrativa, ou plena, com a corregedoria própria”, explicou.

 

O próximo Congresso de Criminalística acontece em 2015 na cidade do Rio de Janeiro.

 

Novidades Tecnológicas

 

Dezessete empresas patrocinadoras estiveram na exposição de tecnologias aplicadas à Criminalística. Cada estande trouxe uma novidade para otimizar e dar mais precisão aos trabalhos dos peritos.

 

A MicroSystemation trouxe para o mercado latino-americano o Kiosk, uma estação de trabalho que permite que o perito recupere dados de dispositivos móveis, como celulares e tablets. Equipamentos da linha da empresa sueca já estão no Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)

 

A Lodox esteve pela primeira vez no país para mostrar o raio-x que pode ser usado para corpos. Diferente de outros equipamentos, o Xmplar-dr é capaz de gerar imagens de corpo inteiro em apenas 13 segundos.

 

A Agilent Technologies apresentou a van-laboratório, com diversos dispositivos móveis para a análise de substâncias orgânicas. A possibilidade de ir até a cena do crime, por exemplo, agiliza o trabalho dos peritos e reduz os riscos de contaminação das amostras. 

 

Olhares curiosos

 

Estudantes do terceiro ano de uma escola pública do Distrito Federal (DF) aproveitaram o evento para conhecer mais sobre a perícia e as tecnologias usadas para desvendar os diversos crimes. 

 

O grupo visitou o estande da Life Technologies e conheceu a cena de crime montada pela empresa. Paulo Raimann recebeu os alunos e começou dizendo: “Quem já viu aqueles seriados sobre crime? Nosso trabalho não é fantasia, é realidade”. Os estudantes ficaram fascinados com a experiência, “descobrir os culpados e perceber que tudo que está na cena pode ser um vestígio para ajudar a desvendar o crime”, conta Rafael da Silva. Animada com a oportunidade, Greys Kelly dos Santos lembra que nessa carreira “um simples detalhe pode dizer muito”. 

 

Para a estudante, “a curiosidade guia o profissional, que precisa saber como aconteceu e o que aconteceu”, disse.A visita foi motivada por um trabalho sobre profissões. “A escola inteira está se preparando e cada grupo ficou responsável por uma área. Sabíamos pouco sobre perícia, e agora sabemos que existem várias possibilidades de atuação. Dá até vontade de trabalhar como perito”, explica a estudante Lorena Cristina.

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