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Brasília

Número de homicídios cai no DF; registros de roubos a coletivos, residências e pedestres aumentam

Arquivo Geral

12/04/2016 11h45

*Com informações de Jéssica Antunes

“Essa cidade tem vocação para paz. É a quarta capital menos violenta. Não temos crimes no patamar de SP e RJ sobretudo. Estamos na capital com a maior qualidade de vida do Brasil”, afirmou a secretária de Segurança Pública do DF, Márcia de Alencar, ao informar que o número de homicídios registrados em março deste ano na Capital Federal caiu 22,6% em comparação ao mesmo período de 2015. No total, foram 41 registros, 12 a menos que no ano passado. O índice também foi o menor desde janeiro, quando houve 78 ocorrências. Em fevereiro foram 48.

Os dados referentes ao balanço do programa Viva Brasília — Nosso Pacto pela Vida foram divulgados nesta terça (12), durante coletiva das forças de segurança pública. Ainda de acordo com a pasta, as tentativas de homicídio caíram 2,3% nos três primeiros meses do ano, e o número de crimes contra o patrimônio, como furtos de veículos, teve redução de 21,7% quando comparado a março do ano passado.

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Balanço

No acumulado do ano, os roubos em comércio caíram 0,7%. Apesar de o aumento ser de 5,7% em relação a março do ano passado, este é o terceiro mês consecutivo de 2016 em que há redução em números absolutos — 324 em janeiro, 252 em fevereiro e 242 em março.

Com 266 registros, os roubos a residência aumentaram quando comparados com março de 2015 (177). Também tiveram acréscimo os números de roubos a coletivo — 158 em março de 2015 e 236 no mesmo mês deste ano — e a pedestres (3.011 em março do ano passado contra 3.733 neste ano), que representam 74,55% do total dos crimes de roubo.

“Percebemos que a dinâmica dos crimes de outubro pra cá tem a presença de menores de 18 anos e moradores do entorno. Isso está evidente”, afirmou a secretária, que acredita não haver problemas crônicos de segurança no DF. “Temos alguns problemas graves no ponto de vista de equipamentos públicos que precisam chegar em todas as áreas, não só as nobres. Precisamos fortalecer as políticas públicas sociais aliado a segurança”, concluiu.  

Grandes eventos

A Polícia Militar atuou no mês de março em cinco grandes manifestações, que reuniram 170 mil pessoas, além de jogos de futebol e desocupações de áreas públicas. Foram atendidas 21.811 ocorrências e apreendidas 148 armas de fogo. “Esse é um dado de extrema relevância, uma vez que mais de 70% dos homicídios no DF são praticados com armas de fogo”, detalhou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Antônio Nunes de Oliveira.

Também estiveram na apresentação do balanço o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Hamilton Santos Esteves Junior; o diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba; o subsecretário do Sistema Penitenciário da pasta da Segurança Pública, Anderson Espíndola; e a diretora-executiva da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso, Vera Lúcia Santana Araújo.

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