A partir de 00h deste domingo (25), entra em operação o Terminal Rodoviário de Brasília, uma das mais modernas estações de embarque e desembarque interestadual do Brasil. São 20 mil m² construídos com base nos conceitos da arquitetura sustentável. Para garantir mais segurança e conforto aos 140 mil passageiros que devem passar pelo local mensalmente, o consórcio responsável pela obra investiu num sistema operacional semelhante ao dos aeroportos brasileiros e não economizou em tecnologia.
Diferentemente da Rodoferroviária, que será totalmente desativada com a inauguração da nova plataforma, os acompanhantes dos passageiros não terão mais acesso ao local de embarque. Quem seguir viagem para outro estado deverá retirar nos guichês das empresas um ticket que permitirá a entrada no local onde os ônibus estarão estacionados. Amigos e parentes poderão assistir à partida por trás de uma barreira de vidros transparentes.
O isolamento, segundo o gerente do terminal, Antonino Alibrando, irá proporcionar mais segurança e agilidade. “A acomodação de bagagens ficará mais organizada e permitirá que as empresas cumpram mais facilmente os horários, sem falar que a diminuição do fluxo de pessoas irá evitar acidentes no local por onde transitam os veículos”, detalha o gerente.
Painéis eletrônicos passam a informar a previsão de chegada e partidas das viagens, dando mais tranqüilidade para quem tem de esperar. Câmeras inteligentes foram instaladas estrategicamente para garantir a segurança dentro e fora do terminal, principalmente daqueles que circulam pela rampa que liga o metrô à rodoviária. Os dois estacionamentos – um público e outro pago – também estarão bem vigiados.
Para evitar transtornos no caso de reformas e obras, o projeto arquitetônico previu um corredor subterrâneo que abriga toda a estrutura elétrica e hidráulica da construção. Sendo assim, a manutenção será realizada de forma a não atrapalhar o dia-a-dia dos passageiros e funcionários da estação.
O prédio foi projetado para favorecer a iluminação natural, de modo que, ao longo de dia, quase não será necessário acender os interruptores de luz. A ideia rendeu ao projeto o título eficiência energética, concedido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). No Brasil, a nova rodoviária é um dos 11 edifícios que possuem essa classificação.
O telhado, formado pela estrutura metálica de 10 mil m², irá captar toda a água da chuva, que será armazenada e utilizada para a irrigação dos jardins que enfeitam o local.
O centro comercial é composto por dez lojas, entre elas livraria, lanchonetes, bijuteria e farmácia. O local também dispõe de banheiros gratuitos, fraldário, chuveiros para banho, bicicletário, carrinhos para transporte, de serviços da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Polícia Militar e Assistência Social.
A obra custou cerca de R$ 55 milhões ao consórcio Novo Terminal, formado pelas empresas Socicam, que administra terminais rodoviários em outros estados brasileiros, a JCGontijo Engenharia S/A e Construtora Artec Ltda. Um termo de concessão de 30 anos foi firmado entre governo e empresas. Ao longo desse período, o GDF não terá ônus com manutenção e funcionamento do local e ainda receberá uma parte dos lucros arrecadado pela receita do terminal.