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Brasília

Novo sistema de captação da Caesb deve reforçar abastecimento de água para até 400 mil pessoas no DF

Segundo a companhia, a população sentirá de imediato maior estabilidade e segurança no abastecimento de água quando o sistema for implementado

Redação Jornal de Brasília

16/09/2025 19h00

Foto: Arquivo/Agência Brasília

Foto: Arquivo/Agência Brasília

Vitor Ventura

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) foi autorizada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a implementar um novo sistema de captação com capacidade de recolher cerca de 1.000 litros de água por segundo. O equipamento deve ser instalado no lago da Usina Hidrelétrica de Queimado, localizado entre os municípios de Cabeceira Grande (MG), Unaí (MG), e Cristalina (GO). O sistema promete reforçar o abastecimento de água de até 400 mil habitantes do DF.

Ao Jornal de Brasília, a Caesb informou que a decisão de implementar a nova captação no lago da Usina Hidrelétrica de Queimado foi tomada para ampliar a segurança hídrica do DF, especialmente porque o quadrante sudeste da região ainda não conta com uma estrutura robusta de abastecimento. 

Segundo a ANA, são três os reservatórios para abastecimento de maior relevância na capital: Descoberto, Santa Maria e o Lago Paranoá. O reservatório do Descoberto abastece cerca de 64% da população de Brasília. O reservatório de Santa Maria integra o sistema Torto/Santa Maria, que abastece cerca de 19% da população de Brasília. Já o Lago Paranoá é um reservatório de usos múltiplos, cuja operação é acompanhada pelos níveis altimétricos.

Conforme explicou a Caesb, esse novo sistema permitirá reforçar o fornecimento de água, atendendo diretamente cerca de 80 mil moradores das regiões do Café Sem Troco, PADF e Morro da Cruz. Deverá beneficiar também, de forma integrada, aproximadamente 400 mil pessoas em todo o DF. “Com a interligação ao restante da rede da Caesb, a população sentirá de imediato maior estabilidade e segurança no abastecimento”, destacou a companhia.

O presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, ressaltou a importância do novo sistema de captação para a região. “Essa obra nos permite atender uma população maior e aumentar a segurança hídrica do DF. Com os sistemas conectados, conseguimos direcionar a água entre eles conforme a necessidade de cada região. Por determinação do governador Ibaneis Rocha, a Caesb tem trabalhado de forma contínua para garantir mais segurança hídrica para toda a população”, afirmou Reis.

A Caesb contou ao JBr que para que a operação seja viabilizada, são necessários estudos técnicos complexos, que envolvem análises de viabilidade ambiental, de engenharia, de qualidade da água e de integração com os demais sistemas já existentes. “Embora a autorização da ANA dê um prazo de até três anos para a finalização dos estudos e início da captação, a Caesb já trabalha para concluir os estudos em apenas seis meses, permitindo antecipar o lançamento da licitação das obras. A expectativa é que o sistema esteja 100% implementado dentro de um período reduzido, acelerando o cronograma oficial”, avaliou a companhia.

De acordo com a Caesb, a água retirada no Lago de Queimado será tratada em uma estação a ser construída na região do Café Sem Troco, localizada no Paranoá, que contará também com novos reservatórios. De lá, seguirá por uma adutora até São Sebastião e Morro da Cruz, interligando-se aos demais sistemas, como Corumbá, Santa Maria e Descoberto. Essa integração garantirá mais flexibilidade operacional e maior segurança hídrica para o DF.
O valor investido na construção do projeto, conforme apontou a Caesb, será definido após a realização dos estudos técnicos. A implementação do novo sistema de captação deve reforçar ainda mais a cobertura do acesso à água no DF, que já está acima da média nacional. Segundo o Instituto de Água e Saneamento (IAS), 98,99% da população da capital tem acesso aos serviços de abastecimento de água. A média nacional é de 84,24%.

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