O Jardim Botânico de Brasília deu início ontem a um projeto para a construção da identidade etnobotânica no parque. O líder indígena Maniwi Waraká, que significa rama de mandioca, participou do encontro. O objetivo é lançar um livro em formato Plano Diretor para identificar árvores e plantas do Cerrado, com a ajuda do pajé da aldeia Kamayurá, localizadas na Amazônia, para uma Trilha de Etnobotânica, com nomes científicos e tradução em tupi de cada uma.
A trilha indígena levará o visitante do jardim até uma aldeia onde serão oferecidas oficinas sobre cultivo de plantas e ervas, identificação de plantas e aves, além de outras com informações etnobotânicas. Logo em seguida, poderão participar de palestras sobre a cultura indígena, que serão dentro de um oca original, construída em parceria com os Kamayurá.
Jeanitto Gentilini, diretor do Jardim Botânico de Brasília, afirmou que a presença de Waraká faz com ele sinta-se humilde perante uma pessoa com tanto conhecimento. “A presença do pajé transforma o experimento de pesquisa em uma vivência sensorial da qual todos deveriam participar”, diz.
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