Jéssica Antunes
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Novembro foi o mês mais chuvoso do ano no Distrito Federal. Conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a média de precipitação foi 40% superior à medida histórica do mês. Enquanto a previsão média era de 231 milímetros, foram mais de 322 mm até ontem. O tempo cinza e molhado deve permanecer até meados de abril e contribuir para a recuperação dos reservatórios que abastecem a capital.
O meteorologista Hamilton Carvalho levantou, a pedido do Jornal de Brasília, a precipitação registrada no DF neste ano. Em janeiro, foram 145 mm. Em fevereiro, 258 mm. Em março, 180 mm. Então começou a estiagem, com quase três meses sem uma gota cair do céu, revertida a partir de setembro. A estação chuvosa, de fato, iniciou em outubro.
Até agora, novembro tem os melhores índices chuvosos e, consequentemente, implica reação dos níveis dos reservatórios do Descoberto e Santa Maria. “Os meses que mais chovem costumam ser dezembro e janeiro. Até maio, a expectativa é que chova bem e os lagos subam devagarinho”, avisa o meteorologista.
No Descoberto, responsável por abastecer 60% da capital, o índice passou de 7,2% na quarta-feira para 8,2%. Em Santa Maria, subiu de 21,9% para 22%. Apesar disso, o DF está em estado de emergência por conta da crise hídrica. O decreto foi publicado pela primeira vez em janeiro deste ano. A medida terminaria em julho, mas o governo prorrogou o prazo por 120 dias. Em 18
de novembro, mais uma vez foi prorrogado.
Fim de semana cinza
O fim de semana promete ser debaixo de chuva. Conforme a previsão do tempo, a precipitação constante é esperada até pelo menos a primeira quinzena de dezembro. Ontem, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta laranja de perigo por conta de tempestades com rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Quase 20 árvores caíram na capital.
A Defesa Civil foi acionada para avaliar a estrutura de um subsolo de loja alagada na 207 Sul. O local foi vistoriado e uma infiltração dectectada, possivelmente causada por um desvio na calha.
Em caso de rajadas de vento, a dica é não se abrigar debaixo de árvores, pois há risco de queda e descargas elétricas. E evite estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Caso precise de ajuda, acione a Defesa Civil (199) ou os bombeiros (193).
Saiba mais
Na semana passada, o Jornal de Brasília publicou uma série de reportagens sobre as alterações climáticas sofridas pela capital que, neste ano, teve recorde de calor, umidade relativa do ar cada vez mais baixa e, em seguida, tempestades avassaladoras. Em 50 anos, temperatura aumentou 2 ºC e a previsão é que suba outros 8 ºC até o fim do século.