Camila Costa
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Loteamento nobre da capital federal, o Setor Noroeste está entre um dos setores habitacionais mais caros do Brasil. Perde apenas para os empreendimentos lançados nas asas Sul e Norte, que passam de R$ 12 mil o metro quadrado. O projeto foi pensado para que o Noroeste seja o primeiro bairro ecológico do País, com construções baseadas em um plano ambiental. No entanto, algumas pendências da área, como a existência de uma comunidade indígena, o não cumprimento de exigências ambientais e a construção excedente de duas quadras, podem afetar a sustentabilidade do projeto e colocar em risco o investimento de milhares de compradores.
A história que envolve a Comunidade Indígena Fulni-o Tapuya já se arrasta há mais de três anos, na questão de território. Na última sexta-feira, o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar para que os índios permaneçam na área, localizada atrás do Setor Noroeste, na Quadra 308, enquanto aguardam por um estudo da Fundação Nacional do Índio (Funai), que dirá se a área é indígena. “Antes desta liminar havia uma outra decisão também favorável, mas que tinha sido suspensa, e por isso eles tentaram avançar neste período. Mas agora está valendo novamente e o Governo do Distrito Federal (GDF) terá que esperar para agir”, explica o secretário-adjunto do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) , Saulo Feitosa.
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