46ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro chegou ao fim consagrando a ficção mineira/carioca Exilados do vulcão, de Paula Gaitán, como a grande vencedora na categoria melhor longametragem. A trama fala sobre um fotógrafo que perde a memória e, com a ajuda de sua companheira, tenta resgatar sua história a partir de vagas lembranças, anotações e fotografias de sua vida.
“Estou comovida, porque tem gente extraordinária nesse festival que esteve na mesma competição, e que admiro demais. Divido esse prêmio com meus companheiros. Quero compartilhá-lo com minha equipe, que me acompanhou ao longo do processo, porque sem eles seria impossível fazer esse filme”, discursou a diretora da produção, emocionada. O prêmio para essa categoria, a maior de todas, é de R$ 250 mil.
“Os pobres diabos”, de Rosemberg Cariry, foi eleito o melhor longa pelo júri popular. A produção narra a história de um circo que perambula por pequenas cidades dos sertões até chegar a Aracati, onde monta uma peça teatral. A premiação da categoria é de R$ 30 mil.
Pedro Maia venceu a categoria de melhor ator por seu trabalho em Depois da Chuva. A produção marca sua estreia na telona. Ele não esteve presente na premiação. “O filme se faz com grandes parcerias. Ele (Pedro) foi grande amigo e parceiro. Vai ser a maior alegria do mundo entregar esse troféu para ele”, afirmou Marília Hughes, diretora da ficção. E o troféu de melhor atriz foi para Maeve Jinkings, por Amor, plástico e barulho.
Quem levou o prêmio de melhor direção foi Michael Wahrmann, por Avanti Popolo .