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Brasília

No Parque da Cidade, famílias optaram por almoço ou churrasco ao ar livre no Natal

Arquivo Geral

26/12/2015 7h00

Comércio fechado, ruas vazias e uma manhã de Natal muito quente – máxima de 32 ºC, conforme o Instituto de Meteorologia (Inmet). Uma das opções de lazer escolhidas pelo brasiliense foi se refugiar sob a proteção arborizada do Parque da Cidade e aproveitar o clima bucólico para reunir a família em trajes casuais e ao som da natureza.

Os problemas de infraestrutura já conhecidos do parque, como banheiros fechados e pias e bebedouros sempre em manutenção, incomodaram os visitantes. Nada, porém, que diminuísse a qualidade do passeio de quem escolheu o local como ponto de encontro na manhã e tarde de ontem. Os pinheiros nas proximidades da avenida do Sudoeste foram um dos lugares mais disputados.

A família do fiscal de supermercado Tiago Alex Matias Luz, 31 anos, trocou a tradicional ceia natalina por um churrasco matinal no Parque da Cidade. Abrigados do sol pelos pinheiros, sua esposa Silene Silva, dona de casa de 32 anos, sua sogra Nair Pereira, comerciante de 63, sua sobrinha Silrian Rodrigues, estudante de 19, e seu filho Isaac, de dois anos, aproveitaram a calmaria para relembrar os tempos em que moraram em Bom Jesus da Lapa (BA), cidadezinha com menos de 70 mil pessoas, segundo o IBGE.

“É um bom lugar público. Aqui tem fácil acesso, estacionamento público e bastante tranquilidade”, resumiu Tiago, a respeito do parque. “Foi a primeira vez que fizemos isso e gostamos”, completou o fiscal. Morador da Estrutural, ele elogiou a possibilidade de ter a opção de lazer tão próxima de casa.

Sua esposa, Silene, foi mais crítica, apesar de aprovar o passeio. “O problema é o banheiro fechado e algumas torneiras que não funcionam, mas gosto daqui”, disse. Ela contou que, quando chegou a Brasília, há cerca de dez anos, morou na Asa Sul e caminhava no Parque da Cidade toda semana. Sua mãe, dona Nair, ainda reside em Bom Jesus da Lapa, cuja únicas alternativas para se divertir seriam uma igreja e uma praça,  e disse estar encantada com a magnitude do local.

Apesar dos problemas, famílias aprovam

Stefania Silva, advogada de 31 anos, e seu marido Adriano Silva, coordenador de tecnologia da informação de 35 anos, são de Olinda (PE), mas visitam os parentes em Brasília todo ano. Para este Natal, além da confraternização em casa, um almoço no Parque da Cidade, a exemplo do que fizeram em 2014. 

“A infraestrutura de lazer daqui é bem melhor do que em Pernambuco. Inclusive pensamos em nos mudar para cá em alguns anos”, revelou Adriano, que se disse maravilhado com a beleza natural do parque. Sua esposa disse concordar com o pensamento do marido, mas, assim como a mulher de Tiago, não fechou os olhos para os problemas.

“É bom pela tranquilidade, mas tem coisas que deixam a desejar. As pias das churrasqueiras estão detonadas. Ano passado, ficamos um pouco mais distantes e sequer havia água por perto”, criticou a advogada. Apesar disso, ela valorizou a oportunidade de reunir os familiares, “coisa rara”, segundo ela, e destacou a receptividade dos pontos públicos de Brasília.

Saiba mais

O Parque da Cidade foi fundado em outubro de 1978 e tem uma área de 420 hectares, com pista de corrida com mais de 10 km de extensão, própria para corredores e ciclistas. São 24 quadras poliesportivas e atrações como playgrounds e circuitos de skate. Apesar da variedade, pontos outrora famosos, como a piscina de ondas, estão desativados há décadas.

O Parque da Cidade Sarah Kubitschek, nome oficial em homenagem à primeira-dama do presidente JK, é o maior parque urbano do mundo. Admiradores gostam de exaltar que é maior até mesmo do que o Central Park, em Nova York.

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