Fábio Magalhães
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Aproximadamente 35% da população do Distrito Federal possui planos de saúde. A precariedade da rede pública, aliada às facilidades para adquirir convênios médicos, ajudou a alavancar o setor, que teve um crescimento de 14% no número dos beneficiários em 2012, em comparação com os dados de 2011. Porém, apesar de os números indicarem um aumento de contribuintes da saúde suplementar, as redes hospitalares permanecem com as mesmas estruturas. Assim, apresentam problemas crônicos típicos da saúde pública, como a superlotação das emergências, demora no atendimento e dificuldade para marcação de consultas.
Conforme levantamento da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), em 2011, somente no DF, 701,6 mil pessoas eram amparadas pela cobertura particular. Em 2012, outras 98 mil pessoas aderiram a este tipo de serviço e, em setembro, quando foi feita a última coleta de dados, o DF obteve a marca de 799.693 mil beneficiários. A estes números acrescentam-se, ainda, 132 mil servidores do GDF que deverão ser beneficiados com o plano de saúde corporativo.
Apesar de haver um grande leque de clientes que continua em constante ascensão, a rede de hospitais credenciados aos planos de saúde sofre modificações que não são satisfatórias para atendê-los com qualidade. Nos hospitais, reclamações e experiências de quem já teve problema com os convênios não faltam.
Aposentada, Sebastiana Barbosa, 73 anos, tem um plano de saúde há mais de dez anos. Em todo este período, os principais problemas vivenciados por ela são dificuldade na marcação de consultas e a demora nas emergências. “Vou ao menos quatro vezes por ano ao hospital para fazer exames de rotina. Todas as vezes que é necessário marcar as consultas, existe certa dificuldade. Na emergência também há demora”, reclama.