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Brasília

Nivel social define como será o sepultamento no DF

Arquivo Geral

09/02/2010 9h15

 

Bruna Torres

Um serviço funeral digno em funerárias do Distrito Federal não sai por menos de R$ 550, um pouco acima de um salário-mínimo (R$ 510). Esse é o valor mais baixo para um serviço completo com coroa de flores, urna, ornamentação, transporte, documentação em cartório e higienização do cadáver. Além disso, ainda existem os custos de sepultamento, que podem chegar até R$ 2.716,80.

Para as pessoas que não podem pagar, existe o enterro social, através da Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho (Sedest) que encaminha as famílias carentes. Este foi o enterro que a doméstica Márcia das Chagas Gonçalves, que faleceu após ter atendimento negado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-192), teve. Apesar de terem direito a cova dividida em três gavetas, o serviço é bem mais simples e muitas vezes não é o que as famílias esperam.

De acordo com a assessoria da Sedest, em 2009 foram realizados, em média, 131 enterros por mês. As famílias que têm direito a este serviço são aquelas sem rendimento, ou com renda per capita de até um salário mínimo ou que se encontram em limitação pessoal e social. Caso estejam em alguma dessas situações, devem se dirigir até o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo, que tem em cada cidade, e apresentar documentos necessários.
Só no Cemitério Campo da Esperança de Brasília, a média de sepultamentos sociais feitos é de 15%. A assessoria do cemitério destaca que ultrapassa os 10% previstos pelo Decreto 20.502, de 1999.

como é feito

Um corpo enterrado em serviço privado, pode ficar em jazidas cimentadas, durante anos e até concessões perpétuas, dependendo do que a família escolher e pagar. Já os sepultamentos sociais gratuitos têm as covas concedidas por somente cinco anos para adultos e três para crianças. Após esse prazo é feita a exumação dos corpos, serviço que é avisado no Diário Oficial do DF e nos jornais impressos, para dar espaço a outros corpos. Os restos mortais são transferidos para ossários, dentro dos cemitérios e permanecem em sacos com identificação.

 

Leia a matéria completa ne edição desta terça-feira (9) do Jornal de Brasília 

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