Ingrid Soares
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O período de férias chegou e, para que seja um momento de verdadeira diversão, é necessário tomar precauções com a criançada e redobrar os cuidados. Casos de afogamento dos pequenos têm se tornado cada vez mais frequentes, principalmente em piscinas. Apenas no último fim de semana, foram registrados dois casos.
Segundo dados do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, nesse tipo de incidente, 50% das mortes de crianças de um a nove anos são por conta de afogamentos em piscinas residenciais.
De janeiro a novembro deste ano, foram registrados 52 afogamentos. Neste mês, já foram contabilizados quatro, totalizando 56 afogamentos em 2015, até o momento. No ano passado, as crianças até 12 anos representaram 50% dos afogados.
Resgate
No último sábado, um bebê de um ano e sete meses foi encontrado desacordado na piscina de uma casa no Grande Colorado. Ele teria ficado submerso durante cinco minutos até que foi encontrado pelo pai. O menino foi salvo por um vizinho, sargento do Corpo de Bombeiros, que prestou os primeiros socorros e conseguiu reverter o quadro de parada respiratória. O helicóptero dos bombeiros foi chamado, e a vítima foi transportada para o Hospital Regional de Sobradinho.
Outro caso aconteceu na mesma noite, no Lago Norte. Um menino de cinco anos que estava em uma festa de crianças foi encontrado no fundo da piscina. Segundo testemunhas, ele foi retirado de imediato da água e socorrido por uma enfermeira, uma das convidadas. Ela iniciou as manobras de reanimação.
Cuidados básicos e dicas
Nos dois casos, o socorro veio a tempo, mas, para evitar acidentes dessa natureza, pais e cuidadores devem estar em alerta. Segundo o capitão Reinaldo, do Corpo de Bombeiros, os locais onde há mais afogamentos são piscinas residenciais, Lago Paranoá e barragem do Santo Antônio do Descoberto.
“Procedimentos simples como fechar a piscina, colocar um portão de difícil acesso, desligar ralos de sucção e colocar, ao redor da piscina, um piso antiderrapante são medidas que ajudam na segurança das crianças. Mesmo recipientes pequenos podem oferecer riscos. No caso de bebês, baldes com água, vasos sanitários e caixas d’água também oferecem perigo”, orienta.
Reinaldo diz que o ideal é que, tão logo o afogado seja retirado da água, o Corpo de Bombeiros seja contactado. “Massagem e respiração boca a boca devem ser aplicadas, mas são difíceis para pessoas comuns, sem o devido preparo. Seria importante que as pessoas aprendessem algumas técnicas de primeiros socorros, pois cada segundo é fundamental para a sobrevivência”, observa. Ele lembra que, no primeiro caso, o bebê sobreviveu devido à rapidez nos primeiros socorros.
Dicas de prevenção
Nunca deixe seu filho sozinho na piscina, ainda que saiba nadar. Mantenha supervisão constante.
Evite brinquedos próximos ou dentro da piscina. Isso atrai as crianças.
Mantenha isolamento ao redor da piscina. Use, de preferência, muro ou grade com altura de 1,50m e portão de fechamento automático. Evite lonas ou cercas vivas, não são confiáveis.
Nunca deixe aberta a válvula da tomada de aspiração ou vácuo.
Saia imediatamente se houver raios ou relâmpagos.
Tenha por perto uma vara com gancho salva-vidas, corda, boia ou outro flutuador.
Ensine flutuação a partir dos seis meses, aquacidade (brincar na água) a partir de 1-2 anos e natação a partir de quatro anos.
Não permita brincadeiras que causem risco de trauma crani- ano e perda da consciência.
