Um menino nasceu com microcefalia no último domingo, no Hospital Anchieta, em Taguatinga. O nascimento acende alerta em todo o DF quanto ao zika vírus.
De acordo com o hospital, ainda não é possível afirmar que o caso esteja relacionado ao vírus e foi encaminhado para a Secretaria de Saúde. Ontem, a pasta descartou outro caso, relativo a um bebê nascido em 4 de outubro.
O número de suspeitas de microcefalia passou de 739 para 1.248 no País, em menos de uma semana, de acordo com o Ministério da Saúde. As notificações foram feitas em 311 municípios distribuídos em 13 Estados e no DF.
Os casos foram registrados no Nordeste, Centro-Oeste e atingem também o Sudeste, com 13 ocorrências em investigação no Rio de Janeiro. Foram notificadas sete mortes, das quais uma foi confirmada até o momento.
Todos os casos são de bebês que já nasceram. Ainda não há estimativas sobre quantos bebês em gestação apresentam a má-formação que, em 90% dos casos, pode levar à deficiência mental.
No mês passado, o Ministério da Saúde confirmou a relação entre a má-formação e a infecção pelo zika vírus durante o período de gestação.
Cuidados
Gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas da doença (febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo).
A Anvisa afirmou que todos os produtos com registro no País são considerados seguros, mas informou que é preciso ampliar os esforços para prevenir e combater criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.
Possíveis causas
A doença, até agora considerada rara, também pode ser provocada por infecções da gestante por herpes, toxoplasmose, citomegalovírus e também por doenças genéticas.