A disputa do Pan-americano em casa é uma realidade inédita para a maioria do público brasileiro. Afinal, o país não recebia o evento desde o início da década de 60. Apesar do surgimento de construções modernas e imponentes nas sedes, a população carioca apresenta opiniões diversas em relação à competição, que tem a Cerimônia de Abertura marcada para a tarde desta sexta-feira no Maracanã.
Moradores de Copacabana têm reclamado do incômodo provocados pelos ônibus da organização. As reações são as mais diversas. Segundo um dos voluntários do setor, donos de apartamentos das imediações reclamam e chegam até a jogar copos de água do alto dos prédios para demonstrar sua indignação.
Outros insatisfeitos no charmoso bairro da zona sul são alguns comerciantes. Nas proximidades do posto 5 de Copacabana, o movimento nos restaurantes e bares da beira da praia caiu sensivelmente por causa da montagem da estrutura das maratonas aquáticas e triatlo.
“É só olhar”, justifica o garçom Antônio Nilson, que trabalha no Sindicato do Chopp, apontado para uma arquibancada feita desde a semana passada entre as duas vias da Avenida Atlântica. “A nossa vista da praia acabou. As pessoas vinham para cá, turistas e até moradores do Rio de Janeiro só para comer algo e ficarem olhando para o mar. Nosso movimento está muito fraco“, completa.
Carioca de nascimento, Flávia Soares não se queixa dos ônibus e das construções. O transtorno, para ela, é mínimo. Contudo, o oba-oba em torno do evento não a emociona. “Nem daqui a 300 anos estaremos perto de Atlanta ou Barcelona”, diz, comparando o evento brasileiro com algumas edições olímpicas.
Antes mesmo das disputas começarem, ela acha que o Brasil já está perdendo a chance de mostrar que não é um país de segunda linha. Curiosa sobre a Cerimônia de Abertura, a carioca pergunta a um voluntário como será a festa.
”Vai ter Beethoven, o Lago dos Cisnes”, questiona animada. Ao saber que a festa terá um sabor mais tropical com samba e cara de carnaval se desestimula. “Ah, não. Mas isso eu já vi antes”. Só que existem aqueles que também estão empolgados com o evento. Este é o caso do taxista Jayme Júnior, que costuma trafegar na região da Barra. Ele já comprou ingressos para a semifinal do basquete e para o beisebol. Este último por curiosidade.
“Quero conhecer um esporte novo. Vou assistir com meu enteado, que gosta e conhece porque posso perguntar para ele para entender”, diz o taxista.
Jayme Júnior ainda revela que gostaria de acompanhar as provas no moderno Parque Aquático Maria Lenk, que vai receber natação, saltos ornamentais e nado sincronizado. “Estou tentando comprar ingresso, mas ta difícil”, lamentou o torcedor, consciente da concorrência principalmente para as provas finais.
Moradores de Copacabana têm reclamado do incômodo provocados pelos ônibus da organização. As reações são as mais diversas. Segundo um dos voluntários do setor, donos de apartamentos das imediações reclamam e chegam até a jogar copos de água do alto dos prédios para demonstrar sua indignação.
Outros insatisfeitos no charmoso bairro da zona sul são alguns comerciantes. Nas proximidades do posto 5 de Copacabana, o movimento nos restaurantes e bares da beira da praia caiu sensivelmente por causa da montagem da estrutura das maratonas aquáticas e triatlo.
“É só olhar”, justifica o garçom Antônio Nilson, que trabalha no Sindicato do Chopp, apontado para uma arquibancada feita desde a semana passada entre as duas vias da Avenida Atlântica. “A nossa vista da praia acabou. As pessoas vinham para cá, turistas e até moradores do Rio de Janeiro só para comer algo e ficarem olhando para o mar. Nosso movimento está muito fraco“, completa.
Carioca de nascimento, Flávia Soares não se queixa dos ônibus e das construções. O transtorno, para ela, é mínimo. Contudo, o oba-oba em torno do evento não a emociona. “Nem daqui a 300 anos estaremos perto de Atlanta ou Barcelona”, diz, comparando o evento brasileiro com algumas edições olímpicas.
Antes mesmo das disputas começarem, ela acha que o Brasil já está perdendo a chance de mostrar que não é um país de segunda linha. Curiosa sobre a Cerimônia de Abertura, a carioca pergunta a um voluntário como será a festa.
”Vai ter Beethoven, o Lago dos Cisnes”, questiona animada. Ao saber que a festa terá um sabor mais tropical com samba e cara de carnaval se desestimula. “Ah, não. Mas isso eu já vi antes”. Só que existem aqueles que também estão empolgados com o evento. Este é o caso do taxista Jayme Júnior, que costuma trafegar na região da Barra. Ele já comprou ingressos para a semifinal do basquete e para o beisebol. Este último por curiosidade.
“Quero conhecer um esporte novo. Vou assistir com meu enteado, que gosta e conhece porque posso perguntar para ele para entender”, diz o taxista.
Jayme Júnior ainda revela que gostaria de acompanhar as provas no moderno Parque Aquático Maria Lenk, que vai receber natação, saltos ornamentais e nado sincronizado. “Estou tentando comprar ingresso, mas ta difícil”, lamentou o torcedor, consciente da concorrência principalmente para as provas finais.
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