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Brasília

Não queime a largada

Arquivo Geral

29/12/2013 11h00

Fogos de artifício e celebração do Ano Novo combinam, e muito. É preciso ter cuidado, no entanto, para que a alegria não se transforme em transtorno ou, pior, em lesões graves. É preciso prestar atenção à segurança para não “queimar a largada” de 2014.

Acostumado a lidar com os fogos, o comerciante Roberto Batata é um blaster pirotécnico certificado e trabalha com essa especialidade há pelo menos 27 anos. Ele compra mercadorias de fábricas em Minas Gerais e da China para atender, em sua loja no Núcleo Bandeirante, à demanda diária, que, segundo ele, sempre aumenta em dezembro. “Somos procurados por muitos clubes e instituições que querem fazer festas, especialmente nessa época”, observa.

Um desses clientes é o prefeito da QI/QE 09 do Guará I, José Maria de Castro. Há quatro anos na função de líder comunitário, ele leva adiante a tradição, que já dura oito anos, de fazer uma festa para os moradores da quadra todo Reveillon. “A ideia nasceu porque muitas pessoas iam à Esplanada e achavam ruim. Creio que a virada deve ser um momento mais familiar, então tiveram a ideia de festejar na própria vizinhança”, conta.

União

José Maria compra material suficiente para garantir pelo menos 20 minutos de queima de fogos. O dinheiro da compra dos fogos, que pode variar de R$ 20 até quase R$ 1 mil, dependendo da pirotecnia e do tamanho, é arrecadado por meio de uma rifa com os moradores. E José, ou simplesmente Zé, como é carinhosamente apelidado por amigos, garante que todos contribuem. “Sempre que passamos nas casas as pessoas fazem questão de dar o dinheiro. A festa fica realmente muito bonita”, enaltece.

“O pessoal geralmente chega bem cedo. Aí tem um churrasco, futebol com as crianças e depois com os adultos vestidos de mulher. A quadra fica sempre lotada”, garante o prefeito. “O mais bonito depois da queima é ver a interação entre os moradores”, conta.

Garantir a segurança é fundamental

Para garantir a segurança de todos os envolvidos na celebração do ritual de passagem de ano, o prefeito de quadra do Guará, Zé Maria, toma alguns cuidados especiais. “Um dos moradores é bombeiro e nos auxilia na hora de armar os fogos. Mantemos pelo menos 50 metros de distância do ponto onde vai ter o estouro e fazemos isso na quadra de futsal, que ainda conta com a proteção extra das grades laterais”, afirma. Segundo ele, os fogos preferidos da multidão são os que caem em leque e a Girândola.

O Corpo de Bombeiros do DF estima que a compra e venda de fogos de artifício nessa época do ano aumente em quase 50% em relação a outro período movimentado nesse setor, as festas juninas. Sendo assim, é inevitável que o risco de acidentes também seja maior.

Algumas das recomendações da corporação são atirar os fogos em locais abertos, mantê-los em lugares frios e secos, manuseá-los, de preferência, longe de crianças e seguir as instruções da embalagem.

Roberto Batata ainda atenta para outro risco. “Caso o fogo não funcione, é recomendável não reutilizá-lo e imergi-lo em água fria, para depois descartá-lo. Um fogo que não deu certo pode explodir depois e provocar queimaduras”, alerta.

Dicas

 Leia com atenção as instruções da caixa que embala os fogos. Geralmente o modo correto de manusear está detalhado no encarte.

No caso de queimaduras, lavar o local apenas com água. Se houver sangramento, envolva o ferimento com pano limpo. Nos dois casos, a vítima deve ser levada de pronto a um hospital.

Em caso de dúvidas sobre como usar fogos de artifício, ligue: 3386-8595. O funcionamento é de 8h às 22h até o próximo dia 31.

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