Em sua 7ª edição, o Zombie Walk Brasília fez sucesso. Nem a chuva atrapalhou o encontro sinistro. A Torre de TV, ponto de concentração, mais parecia cenário do filme O Retorno dos Mortos Vivos. Aproximadamente mil jovens se fantasiaram de zumbis e outras figuras horripilantes para participar do evento.
“O mais importante é as pessoas estarem se conhecendo. Todo mundo aqui tem o interesse em comum por zumbis. A maioria acompanha as séries e tudo mais. Então, por que não reunir essa galera? É divertido e sai dos moldes de Brasília, que não costuma ter esse tipo de evento gratuito”, disse um dos idealizadores do Zombie Walk Brasília, Phellipe Barusco.
Entre os zumbis e monstros, algumas fantasias se destacavam, como a do jovem Victor Augusto, que não poupou criatividade para o evento. Para modificar completamente o rosto, usou papel higiênico, EVA e, sim, unhas postiças, que imitavam dentes.
“O resto é tinta guache vermelha e preta. Deu um pouquinho de trabalho, mas valeu a pena. Foram dois dias pensando, criando e, no fim, deu certo”, comemorou o estudante, de 19 anos.
Criatividade
Entre as ornamentações cadavéricas, havia ainda um grupo de bailarinas mortas-vivas. As amigas Jéssica Marques, 15 anos, Kathuryn Gomes, 15, Vitória Matos, 15, Jéssika Guimarães, 16, e Nathalie Neri, 15 anos, não queriam uma fantasia comum e apostaram, então, na figura angelical das dançarinas de balé.
“A gente queria transformar uma coisa fofa em zumbi. Por isso, escolhemos a bailarina”, afirmaram as jovens, que moram no Riacho Fundo e foram ao evento de ônibus, mesmo debaixo de chuva. “Algumas pessoas se assustavam”, contaram aos risos.
Para tornar a composição mais realista, muita gente não poupou o “sangue de mentirinha”. A sujeira foi tanta que o chão da Torre de TV ficou cheio de marcas vermelhas.
“Tem que parecer de verdade, né? Senão perde a graça. Essa é a ideia. A gente ainda vai caminhar. Queremos ‘assustar’ as pessoas, chamar a atenção mesmo”, explicou o jovem Vitor Fernandes, 14 anos, fã de zumbis.
“Sempre tive fissura por filmes de terror. Acompanho tudo que diz respeito aos zumbis. Não poderia deixar participar do evento, que é uma ideia diferente de unir as pessoas ”, ressaltou.
Saiba mais
O roteiro dos “monstros” brasilienses percorreu o Setor Hoteleiro Sul, o shopping Pátio Brasil e terminou na praça do Museu da República.
Quando chegam ao ponto final, os zumbis fazem um happy hour, ouvem músicas e trocam ideias com outros fãs de terror.