Se fosse bingo, Ronaldinho Gaúcho seria um privilegiado. Mas a bolinha número dez foi sorteada três vezes consecutivas para o craque realizar o exame antidoping nos Jogos Olímpicos. O jogador do Milan passou por um verdadeiro sofrimento na China.
Após a partida das quartas-de-final contra Camarões, Ronaldinho gastou cerca de 3h15 para realizar o exame. Na seqüência, diante da Argentina, foram duas horas. Para completar, precisou de cerca de 3 horas nesta sexta-feira para coletar sua urina depois da vitória diante da Bélgica, na decisão do bronze.
”Isso é pegadinha, só pode ser”, afirmou o atleta, ao comentar a “sorte” de ser escolhido tantas vezes para o exame. “Sempre tive dificuldades de urinar, isso acontece freqüentemente nos clubes, não é novidade”, revelou.
A dificuldade na coleta do material já foi motivo de preocupação para o próprio Ronaldinho Gaúcho, que procurou informações sobre o assunto. Mas o médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, minimiza o caso.
”Isso depende de cada individuo. Alguns perdem mais líquido durante a atividade física e depois demoram um grande tempo na reposição”, explicou.