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Brasília

Mutirão de espirometria realiza 365 exames no Hran para avaliar saúde pulmonar

Força-tarefa da Secretaria de Saúde do DF beneficiou pacientes em fila de espera, auxiliando no diagnóstico de doenças respiratórias como DPOC.

Redação Jornal de Brasília

08/05/2026 18h02

yuri freitas agência saúde df espirometria

Fotos: Yuri Freitas/Agência Saúde DF

Entre 4 e 8 de maio de 2026, 365 pacientes passaram por exames de espirometria no Ambulatório de Pneumologia do Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em uma força-tarefa organizada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) para reduzir as filas de espera.

O exame, conhecido como prova de função pulmonar, avalia a capacidade respiratória e é essencial para o diagnóstico de doenças como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e outras enfermidades. Com o resultado, pacientes podem ser encaminhados para programas de reabilitação pulmonar ou outros tratamentos.

O pneumologista Paulo Feitosa, do Hran, destacou que a unidade é referência em patologias pulmonares específicas no Nordeste e Centro-Oeste, funcionando em cooperação com serviços como o Ambulatório do Sono. Essa iniciativa foi realizada também no ano passado, visando agilizar o atendimento.

Durante o procedimento, o paciente enche o peito de ar e sopra forte e rápido por seis segundos em um tubo conectado a um sistema computadorizado. Após 20 minutos e o uso de um broncodilatador, o sopro é repetido para avaliar mudanças. Todo o processo é orientado por um técnico habilitado e analisado por pneumologistas.

Pacientes atendidos relataram a importância do mutirão. A chefe de cozinha Rayane Campeche, que tem asma desde criança e aguarda cirurgia bariátrica, elogiou a solicitude da equipe: “Estou na fila para fazer a cirurgia bariátrica também, então me colocaram para fazer esse exame de investigação pneumonológica. Eu tenho asma desde criança, mas agora eu quero cuidar melhor da minha saúde”.

A aposentada Doralice Samara, de 80 anos, fumante diagnosticada com DPOC e enfisema, acompanhada da família, considerou o momento oportuno: “Como foi constatada a DPOC, um enfisema, o médico pediu esse exame para avaliar a minha situação, para ele poder trocar o medicamento”. Ela superou a dificuldade do teste com orgulho: “Segurar o fôlego foi difícil, mas eu consegui, mesmo com 80 anos! Teve gente mais nova que eu que não deu conta”.

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