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Brasília

Mutirão de colonoscopia no HBDF beneficia 30 pacientes no Março Azul

Iniciativa do Hospital de Base ampliou o acesso ao exame essencial para prevenção do câncer de intestino, com apoio de sociedade especializada.

Redação Jornal de Brasília

20/03/2026 22h17

o hospital de base do distrito federal fotos renato araújo agência brasília (2)

Hospital de Base do DF. Foto: Divulgação

Como parte das ações da campanha Março Azul, de conscientização sobre o câncer de intestino, o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), realizou nesta sexta-feira (20) um mutirão de colonoscopias. A iniciativa beneficiou 30 pacientes regulados pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).

Para viabilizar a ação, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed) cedeu equipamentos, o que permitiu a realização de todos os exames no mesmo dia. A colonoscopia é fundamental para visualizar o interior do intestino grosso e do reto, identificando alterações e possibilitando o diagnóstico precoce de doenças.

“O objetivo principal é reforçar para a população a importância da prevenção. A recomendação é que homens e mulheres comecem a realizar exames a partir dos 45 anos, mas essa orientação ainda não é amplamente seguida. Muitas pessoas acabam procurando atendimento apenas quando surgem os sintomas”, explica Ariana Costa Cadurin, endoscopista do IgesDF.

O câncer de intestino evolui de forma silenciosa, o que pode atrasar o diagnóstico. Entre os sinais de alerta estão a presença de sangue nas fezes, perda de peso sem causa aparente, dor abdominal e alterações no funcionamento do intestino.

Fatores como sedentarismo, baixo consumo de frutas e verduras, ingestão de alimentos ultraprocessados, consumo excessivo de gordura animal e obesidade aumentam o risco da doença, reforça a médica.

Apesar de sua importância, a colonoscopia enfrenta resistência na população devido ao preparo prévio, necessidade de acompanhante e desconhecimento, especialmente entre homens. “É um exame que exige preparo e envolve uma equipe completa, o que pode gerar insegurança. Ainda existe muito preconceito e medo, o que acaba afastando as pessoas de um cuidado que pode salvar vidas”, destaca a especialista.

“Recebi todas as explicações necessárias e fui muito bem atendida. É muito importante ter esse exame disponível pelo SUS, porque nem todo mundo tem condições de pagar. Estou muito feliz de estar aqui”, afirma uma paciente atendida.

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