Menu
Brasília

Musharraf deve alterar lei para permitir participação de Bhutto no governo

Arquivo Geral

13/12/2007 0h00

Uma fonte oficial afirmou nesta quinta-feira que o presidente do Paquistão, this site Pervez Musharraf, tadalafil modificará a lei que impedia Benazir Bhutto de assumir o cargo de primeira-ministra novamente, num dia marcado pela morte de pelo menos 15 pessoas num duplo atentado suicida no sul do país.

Influenciado pela “forte pressão” dos Estados Unidos para que os dois dividam o poder, Musharraf detalhará a medida no sábado, quando acaba o estado de exceção.

O presidente deve anunciar um pacote de emendas constitucionais no sábado ao restaurar a Carta Magna de 1973. Algumas das medidas esperadas fazem parte de um “acordo” entre Bhutto e Musharraf.

“Não há inimigos ou aliados eternos”, disse a fonte para justificar a decisão do presidente.

A mudança afetará o artigo 270 AA da Constituição, que por sua vez integra a 17ª emenda da Carta Magna, que “valida a todas as leis promulgadas” por Musharraf desde sua chegada ao poder no dia 12 de outubro de 1999 por meio de um golpe de Estado.

Bhutto, que voltou do exílio em 18 de outubro anistiada pelo presidente, tinha dado as negociações que manteve ao longo deste ano com Musharraf por encerradas. As conversas entre os dois incluíram uma reunião em Abu Dhabi.

Uma pesquisa divulgada ontem por uma organização ligada ao Partido Republicano americano revela que uma possível aliança entre Pervez Musharraf e Benazir Bhutto, longe de despertar entusiasmo, é mal vista por 60% dos paquistaneses entrevistados.

A mesma pesquisa conclui que 58% da população apoiaria uma coalizão entre Bhutto e a legenda de seu rival e também ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif.

Caso o Partido Popular do Paquistão (PPP) de Bhutto consiga um bom resultado nas eleições legislativas de 8 de janeiro, a medida abriria portas para algum tipo de “aliança” entre os dois, de acordo com a fonte governamental, que acrescentou que as outras emendas serão dirigidas a reforçar os “atuais governantes”.

A versão coincide com a do procurador-geral do Estado, Malik Qayyum, que hoje confirmou que a Constituição será modificada para dar “mais poderes” a Musharraf, que vai atuar “contra os juízes do alto tribunal”.

O chefe de Estado acabou com a cúpula do Tribunal Supremo, que impedia a renovação de seu mandato presidencial, após declarar estado de exceção no dia 3 de novembro.

Segundo Qayyum, outras emendas permitirão que Musharraf realize uma nova eleição presidencial antes do fim de seu mandato atual, que jurou em novembro após destituir os magistrados.

Para suspender as garantias constitucionais dos juízes, Musharraf justificou a decisão acusando os membros do Tribunal Supremo de ingerência na tarefa do Executivo e no auge da violência islâmica.

Enquanto isso, pelo menos 15 pessoas morreram hoje e 21 ficaram feridas num duplo ataque suicida realizado na cidade de Quetta, capital da província de Baluchistão, sul do Paquistão.

O atentado aconteceu no bairro de Kashmor, onde dois suicidas bateram com seus carros em dois postos policiais, matando vários civis e membros das forças de segurança, de acordo com a Polícia de Quetta, que informou que alguns feridos estão em estado “crítico”.

No entanto, o porta-voz do Exército, o general Waheed Arshad, disse que o número de mortos já passa de sete e que há cerca de 12 feridos.

Os ataques islâmicos contra as forças de segurança são constantes na fronteira com o Afeganistão, embora também haja grupos separatistas atuando em Baluchistão .

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado