A reforma e a restauração do Museu de Arte de Brasília (MAB), fechado há quase uma década, começaram nesta semana. A obra faz parte da política de recuperação de espaços culturais, que já entregou o Catetinho, o Panteão da Pátria, o Cine Brasília, a Casa do Cantador e a Concha Acústica.
A ordem de serviço para a reforma do espaço – de R$ 3,2 milhões – foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal neste mês. A previsão é que as obras terminem em outubro de 2015.
A área, de pouco mais de cinco mil metros quadrados, é dividida em três pavimentos. A obra prevê que sejam feitos os restauros de pisos, paredes e esquadrias, cobertura, pinturas e acabamentos, instalações em geral e acessibilidade.
Transformação
O maior destaque da obra será transformar o pavimento que hoje é o subsolo em térreo, que será a reserva técnica do museu. Também estão previstas as instalações de corrimãos, guarda-corpo metálico, piso antiderrapante, porta de emergência, banheiros adaptados e recuperação do alambrado e da grama. Também haverá criação de espaço gourmet no térreo.
Outras mudanças previstas estão no projeto para adequar o MAB às regras internacionais do Conselho Internacional de Museus (Icom) e criar condições para que ele possa funcionar como tal.
Histórico
O prédio foi erguido em 1960, com projeto dos técnicos da Novacap, seguindo padrões de arquitetura moderna, por sua volumetria e predominância de vãos livres. Ele abrigou inicialmente o Clube das Forças Armadas e, posteriormente, o Casarão do Samba.
O museu foi criado em 1985 e está subordinado à Secretaria de Cultura do DF. Seu acervo foi formado com peças que existiam dispersas pelas instalações da Secretaria, provenientes de salões e doações, desde a década de 1950, entre gravuras, pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, objetos e instalações.