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Brasília

Mulheres são maioria no serviço público do DF e avançam em lideranças

Elas representam 54,62% dos servidores efetivos e ocupam cargos estratégicos em secretarias e administrações regionais, promovendo maior equidade na gestão pública.

Redação Jornal de Brasília

08/03/2026 15h49

ana paulo pmdf

A presença feminina também cresce em áreas tradicionalmente ocupadas por homens. Na segurança pública, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

As mulheres formam a maioria no serviço público do Distrito Federal, representando 54,62% dos servidores efetivos do Governo do Distrito Federal (GDF), totalizando 66.459 profissionais em um universo de 121.679. Essa presença se estende a cargos de liderança, com avanços na formulação de políticas públicas.

No primeiro escalão da administração, das 33 secretarias de Estado do DF, seis são ocupadas por mulheres, incluindo a vice-governadora Celina Leão e cinco secretárias, o que equivale a cerca de 18% das posições. Nas administrações regionais, cinco das 35 regiões são comandadas por mulheres, representando aproximadamente 14% das chefias locais.

Em áreas essenciais como educação, saúde e assistência social, a participação feminina é ainda mais significativa. Na Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), as mulheres compõem 68,51% do quadro de servidores, com 22.431 profissionais entre 32.742 trabalhadores. Nos cargos comissionados, elas ocupam 66,54% das 4.474 funções de gestão, principalmente em supervisão, vice-direção, direção e chefia.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destaca que essas profissionais conduzem a gestão com sensibilidade, dedicação e competência, transformando a realidade das escolas. Na Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), as mulheres representam 62,8% dos servidores, com 1.113 profissionais entre 1.771, e ocupam 60,5% dos cargos de chefia, totalizando 178 em 294 postos. A secretária Ana Paula Marra afirma que essa presença fortalece a qualidade das políticas públicas, levando repertório e compromisso com a base.

A influência feminina também se expande para áreas tradicionalmente masculinas. Na Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a corporação é comandada pela coronel Ana Paula Barros Habka, com mulheres representando cerca de 15% do efetivo. Na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), elas correspondem a 30% do efetivo, atuando como delegadas, peritas e papiloscopistas.

Em inovação e gestão, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação tem suas três subsecretarias ocupadas por mulheres, responsáveis por administração, desenvolvimento tecnológico e inclusão digital. Na Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), cerca de 70% dos servidores em programas de capacitação são mulheres. A diretora-executiva Juliana Tolentino nota que isso reflete um modelo de gestão orientado por competência técnica, sensibilidade social e equidade.

A vice-governadora Celina Leão enfatiza que promover o desenvolvimento das mulheres é uma agenda estratégica, fortalecendo a economia e construindo uma sociedade mais justa. A ampliação da presença feminina reflete mudanças na gestão pública, aumentando a diversidade na tomada de decisões e impactando a formulação de políticas que afetam a população do DF.

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