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Brasília

Mulheres ocupam 66% dos cargos de liderança na educação pública do DF

No Dia Internacional da Mulher, a rede de ensino do Distrito Federal destaca a maioria feminina entre profissionais e líderes, com histórias de dedicação.

Redação Jornal de Brasília

08/03/2026 10h22

foto mary leal capa dia da mulher

A auxiliar de serviços gerais Josicleide da Silva é uma das responsáveis pela limpeza da Escola Classe (EC) 314 Sul: “Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença” | Foto: Mary Leal/SEEDF

No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), a presença feminina na rede pública de ensino do Distrito Federal é evidenciada por dados e trajetórias de profissionais dedicadas. Na Secretaria de Educação (SEEDF), mulheres representam 68,51% dos 32.742 servidores em atividade, totalizando 22.431 profissionais. Elas também ocupam 66,54% dos 4.474 cargos comissionados, equivalendo a 2.977 posições de liderança.

A maior concentração feminina ocorre em funções como supervisão, vice-direção, direção e chefia de secretaria. Entre os cargos ocupados por mulheres, destacam-se 1.231 supervisoras, 488 vice-diretoras, 479 diretoras e 438 chefes de secretaria, além de outras posições de gestão, como assessoras, gerentes e coordenadoras regionais.

Uma das histórias que ilustra essa força é a de Josicleide da Silva, auxiliar de serviços gerais na Escola Classe 314 Sul. Pernambucana que chegou a Brasília aos 3 anos, aos 47 anos ela enfatiza o orgulho em seu trabalho. “Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. A gente sabe que a limpeza da escola é importante para que os alunos se sintam bem e acolhidos”, afirma. Após perder o esposo no ano passado, o apoio da escola e das crianças a ajudou a seguir em frente. Ela homenageia colegas como Stefani Graf de Jesus, Raimunda Almeida da Silva e Celma Lopes dos Santos.

Outra trajetória é a da supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes, com 23 anos na educação, sendo dez na SEEDF. Formada em pedagogia, ela começou no magistério impulsionada pela paixão por crianças. Embora fora da sala de aula há três anos, recorda o contato com alunos como gratificante. Fernanda explica que a presença feminina na educação tem raízes históricas e culturais, associada ao papel de cuidadora. Ela aponta desafios como famílias terceirizando responsabilidades para as escolas, mas afirma que a motivação reside em transformar vidas por meio da educação.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, reforça a importância das mulheres na rede. “A educação pública do Distrito Federal é construída diariamente pelo trabalho e pela dedicação de milhares de mulheres que atuam nas escolas e nas unidades administrativas. São profissionais que contribuem para garantir um ambiente acolhedor e uma educação de qualidade para nossos estudantes”, declara.

Em feito recente, Paranaguá foi nomeada na segunda-feira (2) para a presidência do Conselho Nacional de Educação, ampliando a liderança feminina do DF no cenário educacional brasileiro.

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