A Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) reforçou, nos últimos quatro anos, sua atuação em acolhimento, proteção, capacitação e empoderamento de mulheres em situação de vulnerabilidade. Com ações integradas nas áreas de assistência social, segurança, formação profissional e fortalecimento da rede de apoio, a pasta mantém como foco a defesa dos direitos das mulheres, a promoção da igualdade de gênero e a construção de uma sociedade livre de violência.
O compromisso foi acompanhado de um salto no investimento. Entre 2021 e 2025, os recursos destinados às políticas públicas para mulheres cresceram 743%, segundo a SMDF. O incremento permitiu a ampliação da infraestrutura, a contratação de profissionais especializados e a criação de campanhas permanentes de conscientização.
Entre as iniciativas viabilizadas pelo aumento do orçamento, destacam-se dois programas inéditos no DF: o Aluguel Social para Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, que hoje atende 326 beneficiárias com auxílio de R$ 600 mensais para moradia, e o Acolher Eles e Elas, que garante a 180 órfãos de feminicídio um salário mínimo, apoio psicossocial e inclusão na rede de proteção.
Rede de atendimento
O Distrito Federal conta com diferentes equipamentos públicos voltados ao acolhimento e à proteção de mulheres:
- Casa da Mulher Brasileira – Ceilândia: funciona 24 horas, com atendimento psicossocial, alojamento provisório por até 48 horas para vítimas em risco iminente e estrutura para receber crianças.
- Casa Abrigo: em endereço sigiloso, abriga vítimas encaminhadas pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) ou por decisão judicial. A estadia pode chegar a 90 dias, com suporte psicológico, jurídico, pedagógico e social.
- Centros Especializados de Atendimento à Mulher (Ceams): três unidades oferecem acolhimento de portas abertas, sem necessidade de encaminhamento, com equipes multidisciplinares.
- Espaços Acolher: nove unidades que atendem homens e mulheres envolvidos em situações de violência doméstica, com ações de escuta, reflexão e responsabilização.
- Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMB): localizados em regiões administrativas como Recanto das Emas, Sobradinho II, São Sebastião e Sol Nascente, oferecem atendimento psicossocial e cursos de capacitação profissional.
- Comitês de Proteção à Mulher: presentes em cidades como Ceilândia, Itapoã e Santa Maria, atuam na identificação e resposta rápida a situações de risco, recebendo denúncias de qualquer cidadão.
Campanhas e prevenção
Neste mês, o GDF promove o Agosto Lilás, em alusão aos 19 anos da Lei Maria da Penha, com mais de 100 ações, incluindo palestras sobre violência doméstica, digital e prevenção ao feminicídio. Outra iniciativa é a campanha Salve Todas 2025, com a mensagem “Antes do silêncio virar luto, denuncie”, que incentiva o uso de canais oficiais para romper o ciclo da violência.
A SMDF reforça que vizinhos, familiares ou amigos que presenciarem sinais de violência devem acionar imediatamente os canais de denúncia: Ligue 180, Ligue 190, 197 (denúncia anônima) ou a Delegacia Eletrônica da Polícia Civil. A pasta orienta que não haja intervenção física, mas que se ofereça apoio e incentivo para que a vítima procure ajuda.
A lista completa dos equipamentos públicos, com endereços e telefones, está disponível nos canais oficiais do GDF.
Com informações da SMDF