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Brasília

Mulher morre no HRC sem a remoção autorizada pela Justiça

Arquivo Geral

29/07/2010 8h13

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Quando um familiar está internado em um hospital da rede pública de saúde do Distrito Federal e precisa ser removido para uma clínica especializada, é comum pensar que o mais difícil na transferência é conseguir a ordem judicial exigida pelos hospitais nesse tipo de situação. Não foi o que aconteceu com Luciana Oliveira, de 24 anos, que mesmo com uma determinação judicial pedindo a transferência imediata de sua mãe, Agnailda Oliveira Silva, de 67 anos, do Hospital Regional de Ceilândia (HRC) para uma clínica particular especializada em cardiologia, não conseguiu a remoção. Agnailda morreu poucas horas depois de o HRC vetar sua transferência, com a ordem judicial em mãos.

 

Luciana conta que estava em casa quando Agnailda começou a passar mal, no dia 7 de maio. Preferiram ligar para o Samu a incomodar os vizinhos. A ambulância, que, segundo Luciana, demorou quatro horas para chegar a sua residência, em Ceilândia, levou Agnailda para o HRC. “Quando chegamos lá eu ouvi os médicos comentando que eles não tinham que ter levado minha mãe para lá, porque o hospital não tinha estrutura para receber uma paciente cardíaca”.

 

Após avaliação, um dos médicos orientou a jovem para que buscasse na Justiça uma autorização para  transferência imediata da paciente para uma clínica especializada. “Achava que o mais difícil seria conseguir essa liminar, mas para minha surpresa, no mesmo dia eu estava com ela em mãos”, conta Luciana. “Quando cheguei com a ordem no hospital que falava para transferir minha mãe para uma clínica particular, com todas as despesas custeadas pelo GDF, uma médica me disse que não iam transferí-la porque ela estava melhorando. Poucas horas depois minha mãe faleceu”.

 

O delegado-chefe da 15° Delegacia de Polícia, Onofre José de Moraes, investiga o caso. Além de do descumprimento da ordem judicial, o delegado também questiona se esse é mais um caso de negligência médica no HRC.

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (29) do Jornal de Brasília.

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