Da Redação
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Metamorfose. Essa é a palavra-chave da vida de Francisco Bastos Dutra, mais conhecido como Chico Metamorfose. A primeira grande transformação ocorreu aos 15 anos, quando perdeu a mãe e começou a beber. A segunda, já adulto, representou um novo começo: o casamento, o tratamento contra alcoolismo, o encontro definitivo com a arte e a transformação da vida de mais de três mil jovens de São Sebastião.
Há mais de 12 anos, o artista plástico promove a inclusão social de jovens de sete a 17 anos por meio do projeto que, claro, chama-se Metamorfose. A ideia surgiu da vontade de prevenir o envolvimento de crianças e adolescentes com álcool, drogas e criminalidade. “Comecei a beber quando era adolescente. Já adulto, vendo o estado em que me encontrava, meu pai me convidou para ir a um bar. Ele foi falando da situação dos nove filhos, do que estava melhor até o que estava pior na vida. O último fui eu. Ele disse: dos meus filhos, o Chico é um dos mais inteligentes, mas está envergonhando toda a família”, relata. Depois disso, o baiano decidiu mudar-se da cidade. “Fui parar em Valença, na Bahia mesmo. Em 1993 conheci um senhor que me convidou para vir para Brasília”.
Instalado na capital, em pouco tempo Chico conheceu Madalena Dutra, com quem se casou. Ela foi a grande agente da mudança de Chico. “Ela apostou tudo em mim, me internou numa clínica de recuperação em 1997. Saí de lá renovado e decidi que dedicaria minha vida a transformar a vida de outros”.
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