Durante uma reunião da mesa diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal com a presença de outros deputados, na manhã de hoje (5), algumas resoluções foram tomadas em relação à mudança para a nova sede e sobre a forma de avaliação dos projetos oriundos do executivo.
Sobre a mudança para a sede, localizada no Setor de Indústrias Gráficas, em frente ao Palácio do Buriti, os parlamentares decidiram que a transferência para o novo prédio será realizada no dia 1º de julho. A obra já foi motivo de denúncias de superfaturamento. O deputado Reguffe, entrou com representações no Tribunal de Contas do Distrito Federal e no Ministério Público, para que ambas entidades investigassem por meio de auditorias os contratos e recursos aplicados na obra.
Na época, um dos motivos para a investigação eram que a obra, orçada em 42 milhões, já tinha ultrapassado mais do que o dobro antes de sua conclusão. Até hoje, o prédio ainda não tem água, luz, mobílias e internet.
Logo após a eleição de Rogério Rosso (PMDB) à vaga de governador para o mandato tampão, no dia 21 de abril, um grupo de manifestantes do Movimento Fora Arruda invadiram o local e exigiram a invalidação da eleição indireta e a saída de Rosso por meio da tomada da sede da câmara. Os manifestantes só abandonaram as instalações após a expedição de um mandado de reintegração de posse. Uma das propostas do grupo Fora Arruda, na época, era transformar a nova sede em um espaço cultural.
Segundo o Deputado Raimundo Ribeiro, durante a reunião dessa manhã, estabelecida a data para a mudança todos os esforços serão realizados para que a mudança seja realizada dentro do prazo.
Outra resolução chegada durante a reunião foi que os projetos encaminhados pelo executivo, que antes eram encaminhados automaticamente para a votação no plenário, passarão agora pelas comissões. A medida visa aumentar o debate, uma vez que a casa terá mais tempo para analisá-las.