Finda a polêmica, Clodoaldo Silva terá mesmo que disputar os Jogos Paraolímpicos de Pequim em uma categoria diferente da qual vinha participando. Depois de aceitar ser reavaliado nesta quinta-feira pelo Comitê Paraolímpico Internacional (IPC), o brasileiro recebeu a notícia de que disputará a classe na classe S5 da natação, em vez da tradicional S4.
Em um primeiro momento do desenvolvimento do imbróglio, Clodoaldo havia recorrida ao Tribunal do Esporte (TAS) para se manter na S4, na qual ele conseguiu seis medalhas de ouro e uma de prata nas oito provas em que disputou em Atenas-2004, sendo que nessa categoria os atletas têm um grau de deficiência maior – o atleta de 19 anos teve paralisia cerebral por falta de oxigênio durante o parto.
Contudo, o TAS informou nesta quarta-feira que seria incapaz de avaliar o caso, que acabou nas mãos do IPC e teve um parecer desfavorável ao brasileiro nesta quinta-feira. O nadador deverá recorrer de última hora para tentar reverter a situação, em processo encaminhado junto ao Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB).
De qualquer forma, Clodoaldo já adiantou que, mesmo que a mudança de classe seja confirmada, ele disputará os Jogos Paraolímpicos de Pequim. “Faço isso por respeito à natação do país. A seleção ficou abalada quando soube que eu poderia ficar fora, respeito isso e, por isso, vou participar da Paraolimpiada”, explicou o nadador, ainda antes do teste do IPC.
A polêmica envolvendo a categoria do brasileiro, porém, não é nova. Em dez anos de carreira internacional, ele já participou de quatro reclassificações, sendo mantido na S4 até 2006, quando o Comitê Paraolímpico Internacional acatou um protesto da Espanha para colocar o atleta na S5 – o que havia sido revertido no ano seguinte, em ganho de causa do CPB.