O videocast ‘O MP que a gente conta’, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), aborda como a instituição atua nos bastidores para assegurar segurança, acessibilidade e organização em grandes eventos realizados em Brasília. O episódio, que traz o procurador distrital dos Direitos do Cidadão, Eduardo Sabo, como convidado, explora o que ocorre antes de shows, jogos de futebol, manifestações, carnaval e até situações como a implosão do antigo Hotel Torre Palace.
Antes da chegada do público, uma série de reuniões preparatórias é conduzida para avaliar fatores como local, data, estimativa de público, segurança, rotas de acesso e saída, mobilidade urbana, presença de brigadistas, atendimento médico e logística geral. ‘A mobilidade tem sido um fator essencial, porque impacta diretamente o cidadão que vai ao evento. Ele precisa ter ônibus e metrô disponíveis. Precisa ter acesso pleno, tanto na chegada quanto na saída’, destacou Sabo.
A organização envolve uma operação articulada entre diversos órgãos, coordenada principalmente pela Secretaria de Segurança Pública. Participam instituições como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Secretaria de Saúde, DF Legal e o MPDFT, com ênfase na prevenção de riscos e na proteção do público.
O MPDFT também prioriza acessibilidade e inclusão, promovendo avanços como a criação de áreas específicas para pessoas com deficiência, incluindo tablados elevados para cadeirantes, rotas adaptadas e espaços de acolhimento. Além disso, são analisadas as condições de atendimento em saúde, com ambulâncias e postos médicos estrategicamente posicionados.
Outro aspecto destacado é a sustentabilidade, com o acompanhamento de medidas de gestão de resíduos sólidos, incentivando a separação do lixo e a destinação adequada por meio de cooperativas e catadores.
O episódio aborda ainda o trabalho da Comissão Permanente de Prevenção à Violência nos Estádios, em funcionamento desde 2017. Entre os resultados observados estão a separação de torcidas organizadas e a adoção de tecnologias como o reconhecimento facial para identificar pessoas com restrições judiciais e evitar superlotação.
De acordo com Sabo, a tecnologia tem trazido ganhos significativos. ‘Com ingresso físico, passam três ou quatro pessoas por minuto em uma catraca. Com o reconhecimento facial, conseguimos chegar a dezoito ou até vinte pessoas por minuto. Além de mais segurança, há mais agilidade e controle da capacidade do espaço’, explicou o procurador.
O episódio completo está disponível no Spotify e no canal oficial do MPDFT no YouTube.
*Com informações do MPDFT