Nesta sexta-feira (30), o Ministério Público do Distrito Federal e Território (MPDFT) ofereceu denúncia contra o médico Dagmar João Maester e atribuiu a ele a responsabilidade penal pela morte de Kelma Macêdo Ferreira Gomes, servidora do Ministério das Cidades. Ela faleceu em 2 de abril de 2010, em Goiânia – GO, após cirurgias plásticas estéticas realizadas em 26 de março de 2010.
O Ministério Público classificou o crime como homicídio doloso qualificado por motivo torpe (o médico assumiu o risco de produzir o resultado morte e o motivo do crime foi o lucro).
A paciente havia sido autorizada pelo médico a viajar para o Distrito Federal no dia seguinte à cirurgia, menos de 24 horas após as operações. Diante dos primeiros sinais de complicação, ainda no sábado, a família da vítima procurou fazer contato com o médico de todas as formas, mas só conseguiram na segunda-feira, 29 de março, não tendo recebido nenhuma assistência de sua parte a não ser a suspensão da medicação em uso.
Na terça-feira, dia 30, como o quadro havia se agravado, a vítima retornou a uma clínica no Guará I, onde o médico atendia. Por telefone, o médico orientou a mãe de Kelma a levá-la para um hospital no dia seguinte, quarta-feira, que ele iria vê-la na quinta, dia 1º de abril, dia que trabalhava no Distrito Federal.
Como o quadro se agravou, Kelma foi internada na terça-feira à noite, dia 30 de março, e morreu no dia 2 de abril, 8 dias após as cirurgias.
A ação penal foi distribuída ao Tribunal do Júri de Ceilândia, DF, local da morte. A pena prevista para esse crime é de 12 a 30 anos de prisão, se o acusado for condenado.
Na mesma denúncia, o Ministério Público pediu indenização mínima para os dois filhos da vítima, sendo R$ 510 mil por danos morais e R$ 642 mil por danos materiais.