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Brasília

MPDFT discute recuperação e segurança da Ponte do Bragueto

Órgão reuniu representantes do DF para definir medidas de urbanismo, limpeza, fiscalização e assistência social na área da Asa Norte

Redação Jornal de Brasília

06/10/2026 15h44

bragueto

Foto: Reprodução/GoogleEarth

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reuniu, nesta segunda-feira, 5 de outubro, representantes de diferentes órgãos públicos para definir ações de recuperação da área da Ponte do Bragueto, na Asa Norte. O local enfrenta problemas de segurança e conservação, com registros de uso e tráfico de drogas, ocupações irregulares e acúmulo de resíduos.

Entre os encaminhamentos estão a elaboração de um projeto urbanístico, melhorias na manutenção e a busca de novos usos para o espaço. A proposta é combinar medidas de segurança, urbanismo, limpeza, assistência social e fiscalização para enfrentar as causas dos problemas e evitar que eles voltem a ocorrer.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) será acionada para iniciar os procedimentos necessários à elaboração do projeto urbanístico. Já a Administração Regional do Plano Piloto deverá avaliar a possibilidade de incluir o local no programa Adote uma Praça, que permite parcerias com pessoas e empresas para cuidar e promover melhorias em espaços públicos.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) será consultado sobre alternativas para a coleta de materiais recicláveis, inclusive a possibilidade de criação de um ponto para recebimento e comercialização desses materiais. A medida considera a presença de catadores autônomos na região e busca conciliar a organização do espaço com condições adequadas para a atividade.

O MPDFT também solicitará informações à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) sobre as responsabilidades e providências relacionadas à água, saneamento e manutenção. O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER) deverá esclarecer questões relativas ao uso e à gestão da área da ponte.

Para o procurador distrital dos Direitos do Cidadão, Eduardo Sabo, os problemas identificados exigem a participação de diferentes áreas do poder público. A estratégia discutida inclui o uso do planejamento urbano como ferramenta de prevenção à criminalidade, com base na Prevenção Criminal pelo Design Ambiental (CPTED), para ampliar a circulação de pessoas, melhorar a visibilidade e reduzir condições favoráveis a crimes.

Na região da Ponte do Bragueto, foram relatados consumo e tráfico de drogas, além de situações em que materiais recicláveis seriam utilizados como moeda de troca para a obtenção de entorpecentes. Segundo o diagnóstico apresentado na reunião, o acúmulo de materiais, a pouca circulação de pessoas e a falta de uso regular do espaço contribuem para a permanência desses problemas.

Os participantes avaliaram que operações de segurança, fiscalização e limpeza são necessárias, mas precisam ser acompanhadas de mudanças no espaço. Entre as possibilidades discutidas estão melhorias na iluminação e nas condições de circulação, criação de áreas de permanência e incentivo a atividades regulares que aumentem a presença da comunidade no local.

Também foi discutida uma maior integração da área da ponte com a orla do Lago Paranoá, ampliando a circulação de pedestres e ciclistas e a conexão com atividades desenvolvidas no entorno. A proposta é que as melhorias alcancem não apenas o espaço sob a ponte, mas também sua ligação com outras áreas públicas próximas.

As ações também deverão considerar a presença de pessoas em situação de rua. O promotor de Justiça André Alisson ressaltou a necessidade de atuação conjunta com a rede de proteção social, defendendo que o atendimento adequado seja feito com participação dos órgãos responsáveis pela assistência social.

Participaram pelo MPDFT Eduardo Sabo, André Alisson e Bernardo Matos. Também estiveram presentes representantes da Casa Civil do Distrito Federal; das secretarias de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Desenvolvimento Social e Saúde; do DF Legal; da Polícia Militar do Distrito Federal; do Instituto Brasília Ambiental; da Adasa; do SLU; do Departamento de Trânsito do Distrito Federal; da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil; da Administração Regional do Plano Piloto; e da AmoNoroeste.

COm informações do MPDFT

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