O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) denunciou nesta quarta-feira (25) João Vitor Gomes de Araújo, Yuri Fernandes Brito, Marcelo dos Santos Lopes e Valteci Mendes de Morais pelos crimes de latrocínio e receptação envolvendo a morte de Alex Matos da Silva, de 21 anos. Além da denúncia, o MPDFT solicitou a prisão preventiva dos quatro acusados, com base na gravidade do crime e nos antecedentes criminais dos envolvidos.
O crime ocorreu na madrugada de 23 de junho, na Quadra 109 do Recanto das Emas. De acordo com as investigações, João Vitor, Yuri e Marcelo abordaram Alex com a intenção de roubar sua bicicleta. Durante a ação, João Vitor esfaqueou a vítima, enquanto os comparsas fugiram com a bicicleta. Gravemente ferido, Alex ainda conseguiu pedir ajuda em uma boate da região, mas não resistiu e morreu no local. Antes de falecer, ele relatou à Polícia Militar do DF que havia sido atacado por três homens.
Segundo o MPDFT, João Vitor já havia sido condenado por roubo majorado e estava em prisão domiciliar no momento do crime. Yuri, com passagens por furto qualificado, respondia em liberdade provisória. Marcelo também tem condenação por furto qualificado, e Valteci, acusado de receptação, possui antecedentes criminais. Ele foi identificado como o receptador da bicicleta, que comprou sabendo da origem ilícita.
A prisão de João Vitor foi possível após sua própria mãe procurar a Polícia Civil para entregá-lo. Segundo o relato, o jovem chegou em casa agitado e confessou ter cometido “uma besteira” após misturar clonazepam (Rivotril) com cocaína. Ele contou que tentou empurrar a vítima da bicicleta para roubar um celular, mas que os dois entraram em luta corporal e ele a esfaqueou três vezes antes de fugir. A mãe levou o filho até o local do crime e entregou também a faca utilizada.
João Vitor foi preso em flagrante por agentes da 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas). Os policiais seguem com as diligências para consolidar as provas e responsabilizar todos os envolvidos. Para o Ministério Público, a prisão preventiva é essencial para garantir a ordem pública, preservar a credibilidade da Justiça e assegurar a aplicação da lei diante de “condutas criminosas de tamanha reprovabilidade”.