A Promotoria de Justiça de Brazlândia e a Assessoria de Perícia e Acompanhamento de Políticas Públicas do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) realizaram, na manhã desta terça-feira, 15 de setembro, a Oficina de Multiplicadores para Profissionais da Educação: Fluxo de Atendimento a Crianças e Adolescentes em Situação de Violência Sexual e Aplicação do Relatório de Revelação.
A atividade reuniu gestores, orientadores educacionais, educadores e profissionais das equipes de apoio de escolas públicas e creches conveniadas de Brazlândia, com foco no acolhimento, registro e encaminhamento adequado de situações de violência sexual envolvendo crianças e adolescentes.
Na abertura, o promotor de justiça Bruno Carvalho Amaral, da 6ª Promotoria de Justiça de Crimes contra a Criança e o Adolescente, afirmou que a iniciativa fortalece a atuação conjunta da rede de proteção. Segundo ele, a união de esforços com os educadores contribui para que o fluxo de atendimento seja ágil, humanizado e eficaz, evitando a revitimização e garantindo a proteção dos vulneráveis.
O encontro abordou temas como revelação espontânea, sigilo, prevenção da revitimização, acolhimento, responsabilidades dos profissionais da educação, preenchimento do Relatório de Revelação e utilização do fluxo de atendimento pactuado em Brazlândia. A equipe do Centro Integrado 18 de Maio tratou de formas de acolhimento, abordagem e escuta especializada de crianças vítimas de violência sexual por educadores e orientadores das escolas públicas.
As especialistas da Assessoria de Perícia do MPDFT apresentaram o histórico de construção do Fluxo de Atendimento de Crianças e Adolescentes de Brazlândia, desenvolvido a partir da articulação da rede para o enfrentamento da violência no território.
A promotora de justiça Kamilla Campos Allão, da Promotoria Henry Borel, ressaltou as normas vigentes e a importância de o fluxo ser aplicado pelos profissionais da educação. Já a assessora da Coordenação Regional de Ensino de Brazlândia, Silvia Roberto Maruno, destacou que a escola costuma ser um ambiente seguro, no qual estudantes encontram confiança para se abrir e pedir ajuda.
Após a parte teórica, os participantes fizeram oficinas com estudos de caso, aplicando o relatório de revelação apresentado. Ao final, os casos foram discutidos e as dúvidas esclarecidas. A proposta é que os participantes atuem como multiplicadores do conteúdo em suas unidades escolares, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo a atuação em rede em Brazlândia.